Arquivo da categoria ‘But I Digress’
Um figura chamado Tarja Trygg colocou no ar um site chamado Solargraphy.
Vale a pena olhar a galeria e ver se interessa ajudar o caro Tarja, como um voluntário, na sua empreitada.
Bom, se não for por isso, vale a pena porque as imagens e as informações do site são simplesmente incríveis!
Segure o fôlego e clique no link. Esse trabalho mexe com as bases da fotografia e questiona algumas das crenças mais simples que temos, como faz também o trabalho de Michael Wesely.
O vídeo feito por Laforet com a Mark IV foi tirado do ar a pedido da própria Canon.
O comentário do Falso Chuck Westfall sobre isso é hilário.
Para quem não sabe, Chuck Westfall é o porta-voz da Canon Inc. Vale ler o About no blog do Chuck falso.
Laforet disse tudo “o 6400 é o novo 1600, talvez até o novo 800″, com a tranquilidade de quem diz que o cinza é o novo branco.
A nova câmara Canon 1D Mark IV de 16MP, como a Nikon D3s de 12MP, ambas ainda em pré-produção vão levar o ISO até a marca dos 102.400.
Laforet colocou online um filme produzido em ISO 6400, para testar a Mark IV, continuação do vídeo que ele produziu com a 5D MkII logo que ela apareceu. Gralbraith também fala da câmara. E o Digital Photography Review já deu a notícia.
O site da Canon tem algumas imagens, samples, mas nada feito em 102.400, que era justamente o que eu gostaria de ver. No mais, imagino que de agora em diante nem adianta se esconder no escuro.
Rumo a Paraty, na mala:
-laptop
-boneco do livro Ruídos, Interferências e o Acaso
-galochas e capa de chuva
Na estrada para Barreirinhas. Um poço de água escura, quatro meninos brincam. Nus. As casas têm massa corrida e tinta só na face que dá para a estrada. O chão virando areia ao longo da estrada. Poucas flores, folhas ainda verdes da chuva que passou, mas há nuvens. Ao longo do dia elas aumentam, depois somem. Casas de pau a pique. Alagados. Buritizais. Cavalinhos. Uma senhora de blusa azul lava uma roupa amarela numa dessas lagoinhas. O fio de eletricidade beira a estrada. Nas casas cadeiras de plástico de frente para televisores. Uma cerca. Uma paineira ainda com folhas e sem frutos. Uma parabólica. O verde e a areia. O povoado de Jaburú (sic). Mandioca brava. Guaraná Jesus. Caninha do Engenho. Quebra-molas. A cerca da casa é o varal. As cores não combinam. O Sol dá brilho a tudo. A ondulação da estrada obriga a ir pela contramão. Vaquinha magrinhas. Cactus. Um riozinho e mais roupa sendo lavada. Dois cavalos. Pequenas flores vermelhas no meio de arbustos. Algodão aqui e ali (afinal um dia boa parte do Maranhão foi plantada com ele).

Mais adiante chegamos a Caburé. A voadeira nos leva até a ponta da areia (onde o Rio Preguiças encontra o Oceano Atlântico). Desço do barco, meu pé encontra algo duro. Um peixe madeira. Um chaveiro de um quarto de pousada. Ninguém sabia dizer qual pousada. Ficou na minha bolsa e voltou comigo.
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