Arquivo para a Tag ‘arqueologia fotográfica’

Volta e meia alguém aparece por aqui atrás de drivers da Polaroid para o Digital Palette, já vieram atrás do CI 5000 e do HR 6000.

O site da Polaroid está fora do ar, logo sites como o Version Tracker não funcionam, já que eles apontam para o site original do produto.

Se esse é o seu problema, o Triber Update, um site alemão, ainda tem esses arquivos para download direto e mais um monte de coisas da Polaroid.

Percebi que algumas fotos Polaroid mais antiga estão esmarcendo demais. O filme era o 57, formato 4×5″, usado no back 545.

Reproduzi um cópia para dar uma olhada de perto.

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Mal dá para entender qual era a imagem que aqui existia. Então apliquei uma curva violenta para pelo menos decifrar o que perdi. Não tento recuperar nada, mas criar algo novo, do que se perdeu.

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As bordas sofreram mais com a degradação. No centro dá para ver a casa, o telhado da varanda nessa imagem de mútipla exposição.

SP-348. SP-330. BR-050.

Ida e volta somaram um pouco mais de 1200Km.

O propósito era recuperar um pouco de história. Fazer uma breve arqueologia da fotográfica analógica.

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No caminho cerrado. Agradável.

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Quem se habilita a dar um novo lar para esse cara ai em cima?

Descanso antes do retorno.

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De volta, idéias e projetos.

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Fiz um teste para ver as possibilidades de um scanner Microtek ScanMaker II, vintage de 1993. Ele tem uma tampa com iluminação para o escaneamento de transparências até 8×10″ e chega a 600 dpi (uau! em 1993…), no entanto só usei 300 dpi para os testes.

Escolhi um negativo colorido complexo, com velatura e muita prata (por conta da falta de branqueamento).

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Os 8 bits por canal não foram suficiente para decifrar a cor do negativo tão escuro, resultou um color cast amarelo violento no arquivo digital. A mancha branca é da imagem e foi resultado de um buraco no lensboard da câmara 8×10″, um acidente casual. Algumas manchas azuis bem suaves aparecem no centro da imagem, artefatos da captação da imagem. Com um negativo p&b de contraste normal o scanner se saiu bem melhor.

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Aqui as correções necessárias após o escaneamento foram bem poucas, só inversão e a aplicação de uma curva bacana.

Uma lente que eu curto usar na câmara 8×10″. É uma grande angular do início do séc. XX. A abertura máxima é f/18. É bem pequena, e no entanto funciona bem para uma lente daquela época. É quase uma “rectilinear”, distorce bem pouco as linhas paralelas na imagem.

Usei novamente o filme ISO 3 em tamanho 5×7″ que havia usado com as esculturas de alumínio. O filme é da Kodak, chama-se Gravure Copy. É ortocromático, ou seja, sensível ao azul. Pode-se usar luz de segurança com filtro vermelho durante a revelação. A caixa sugere usar o DK-50 ou o D-11 como reveladores. Eu optei pelo Agfa 108 que é o revelador de papel que eu uso. Porque revelador de papel? Ah! O filme está vencido desde os anos 70, precisa um pouco mais de acelerador para dar aquele contraste. O revelador de papel também traz bastante redutor, brometo, para limpar a base que tenderia a ficar cinza demais por conta da idade.

O resultado é interessante, com altas luzes brilhantes.

O DK-50 é um revelador para fotos de luz controlada, que pode dar bastante contraste, mas não o suficiente. Se diluido e com um pouco mais de acelerador é um ótima alternativa para revelar um Tri-X vencido.

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