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Para processar imagens ganhei um Mac Mini avariado. O computador não consegui reconhecer o HD dentro dele e a ventoinha estava disparada, a toda potência mesmo com o computador desligado e apenas ligado na rede elétrica, estranho.
Pesquisas e pesquisas apontaram para uma morte eminente da placa-mãe, mas porque não aproveitar o computador enquanto isso não acontece? Para tanto fui ao centro e descolei uma gaveta (ou case) para colocar o HD do lado de fora do computador, onde o problema de ser reconhecido não acontecia nos meus testes. E para sanar o “volume” da ventoinha descolei um potenciômetro de fio, de 100 ohms.
O bicho ficou assim, adeus belo design by Apple. Tentei não fugir demais dos materiais do computador e usei uns pedaço de acrílico, para aproveitar a saída de ar da ventoinha e colocar o HD bem na frente. O pino maior é onde agora se controla a potência da dita ventoinha.

Depois de duas semanas…

A exposição foi pouca (seguindo as dicas do Tarja a exposição deveria ser de 3 a 6 meses, mas eu tava muito curioso). O Sol pode ser visto ali no pequeno espaço que se vê da janela de cima, pontinho amarelos. Os pontinhos brancos pela área mais escura da imagem são sujeira mesmo.

Uns dias atrás falei do projeto Solargraphy de Tarja Trygg. Inspirado nas dicas que ele dá no site dele preparei uma câmara formato 5×7″ com um pedaço de papel P&B fibra dentro (Ilford Gallerie, G3, vencido). E a câmara está ai, imóvel, desde o dia daquele post (28/10/09).
O tempo virou aqui em Sampa, o Sol abriu e nos últimos dias o céu esteve assim, completamente azul. Isso foi ótimo para por em dia uns projetos fotográficos e deve estar causando uma velatura bacana no papel dentro da câmara.
Coloquei o diafragma em f/45 e colei um filtro polarizador por cima da lente para diminuir um pouco mais a intensidade de luz. Apontei a câmara para o poente. Tive o cuidado de fazer uma limpeza especial da janela logo a frente da câmara, que estava imunda.
Hoje terminei uma nova engenhoca. Uma mistura de câmara 3×4 com um back 4×5″ para filme em chapa.

São seis lentes que disparam de uma só vez. Mas a câmara pode ser rearmada indefinidamente, ou seja, basta tampar uma ou mais lentes na hora da foto para deixar aquela área do filme intocada, depois destampar essas e tampar outras que já foram expostas. Enfim, dá para inventar um modo Lomo Action bem lento para a câmara 3×4.
O foco é fixo e fica a mais ou menos 1 metro. O diafragma vai de f/8 a f/22, chique! Há provisão para flash (PC e Hot Shoe): uau!

Teste? Ainda não, mas em breve.
A câmara veio com um back Polaroid instalado, foi só desaparafusá-lo e recortar tanto a câmara tanto o novo back com um serrote para que os dois encaixassem. Funcionou. A boa e velha cola quente deu um jeito. Por cima dela colei pedacinhos de GatorFoam preto para dar um toque gambiarra na câmara e garantir que a luz ficará fora e o escuro dentro.
Descobri que a alavanca de armar o obturador por ser usada em conjunto com o disparador para “travar” a câmara “acidentalmente” aberta, o que pode ser bem bacana para fazer o foco e planejar as imagens. Idéias!
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