Arquivo para a Tag ‘Lixo e Sucata’
Separando imagens de sucata e lixo para levar numa apresentação do Campus Party.

A idéia é criar um workflow de equipamento obsoleto para gerar essas imagens. Digitalizei fotos em papel e negativo, juntei com outras digitais, transformei tudo em PB imprimindo em filme TMax 100 vencido pelo Palette. Agora vou ampliar em papel PB dos anos 70.

Aproveitando isso estou fazendo alguns testes para calibrar o Palette de uma maneira externa, já que o calibrador dele se foi. Para isso estou reduzindo a quantidade de preto nas imagens, usando o comando Curves do Photoshop. Estou imprimindo as imagens duas vezes, tentando achar o ponto ideal para essa redução. O input 0 (zero) está virando output 30 e 60. Os negativos que tiverem os melhores detalhes de sombra revelarão a melhor maneira de usar o Palette.

Fui a um galpão de sucata tecnológica hoje, em busca de algumas coisas. Achei algo muito útil, pelo menos para mim, que eu realmente não esperava: rolos e rolos de etiquetas Dymo, aquelas do Rotex!
Post sem imagens. Comecei o dia no cartório. Se você é brasileiro, nada adianta, você acaba tendo que ir resolver coisas lá. Depois fui levar minha inscrição no prêmio/concurso. Na esquina da Helvétia com a Barão de Limeira vi um motoqueiro no chão. Vi o homem em pé ao seu lado com um celular em uma mão, na outra uma pistola. Um estalo, o estampido logo antes da esquina era um tiro. O motoqueiro não era acidentado, era baleado, porquê? Imóvel. Entreguei minhas fotos (pensando porquê?). Fui atrás de mídias digitais virgens, discos rígidos, material de trabalho. Em todas as bancas via a foto da capa do jornal, o soldado, o cessar fogo. Descobri a cara que tem um Silicon Graphics, chamam de estação de trabalho, mas não passa de um computador. Vasculhei lojas de sucata (pensando porquê?). Lojas de fotografia. Almoço. Mais sucata. Para encerrar me deixaram ver o ensaio da orquestra, Carmina Burana, o que foi aquilo? Uma alternância de passagens suaves, fortes, contraste impressionante. Em certo momentos alguns instrumentos tem a chance de tocarem sós, para toda a sala, debelando sozinhos o silêncio. É verdade que um ensaio é cheio de pausas, por outro lado você tem a chance de ouvir o mesmo trecho sendo tocado diversas vezes com pequenas diferenças aqui e ali. Bom para aprender (e eu pensando porquê?). O caminho de volta foi pelas mesmas ruas das lojas de sucata, que nesse horário tinham mudado, o contraste tão intenso da peça clássica agora parecia bem pequeno. Esse contraste, da Rua do Triunfo depois das 20h, talvez seja o porquê. Um deles.

Uma foto já do fim do ensaio, quando a minha última ceia já havia sido quase toda desmontada. Nos fundos do supermercado perto de casa apanhei um pacote do lixo contendo vários cutouts de papelão que viraram meus apóstolos.
Esse papo sobre o laptop que não quebrou e a impressora que perdeu a lubrificação só me fizeram lembrar de uma máquina copiadora que eu peguei no lixo no Canadá. A empresa deve ter jogado fora por duas razões: uma ela só travava, a luz do paper jam ligada direto, outra era ela velha demais para se contratar um plano de manutenção.
O fato é que com a ajuda de uma lanterna comecei a investigar dentro da copiadora a razão para o paper jam que nunca ia embora. Encontrei um pedaço de papel de 3×3mm preso sob o sensor de carregamento de papel. O pedaço deve ter ficado ali quando de fato houve um aprisionamento de papel e a pessoa puxou o papel na direção errada. E dai para o lixo.
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