Arquivo para a Tag ‘Pinhole’
Nesse último domingo foi concluida a oficina de Megapinhole no Sesc Pompéia. Os alunos e a Wicca fizeram um registro bem bacana da oficina, pedi autorização para eles para poder dividir isso aqui.
Para dar uma idéia geral da coisa, eram dois dias de oficina. No primeiro domingo os alunos construiram uma pinhole com 54 orifícios onde cabe um papel de tamanho 24x24cm. No segundo domingo, usando uma caixa de secadora de roupa, eles fizeram uma câmara de 1 orifício que usa papel 75x100cm. O tempo ajudou e tivemos muito Sol em ambos os dias.
O segundo domingo era o PinholeDay comemorado pelo mundo afora. Para apimentar nossa experiência, ligamos um laptop no lab do Sesc Pompéia conectado em vídeo-conferência com o Fotoativa lá em Belém do Pará. Dividimos nosso entusiasmo pelo PinholeDay e algumas dicas na construção de nossos equipamentos. Inesquecível. Miguel Chicaoka nos levou por um tour virtual de uma exposição por lá.
A foto que subimos para o site do PinholeDay foi essa.
E agora, algumas imagens das oficinas:

Frente e verso da câmara de 54 orifícios. Usamos tubinhos de filme para delimitar o espaço das imagens no papel de alguns dos orifícios. A fita crepe marcava os orifícios já usados/expostos. Fotos: Vivi Peres

O resultado dessa câmara era algo assim:

Dá para ver que o Sol estava bem forte e nem sempre a gente conseguia contar 1 segundo e fechar o orifício a tempo do papel não tostar. Foto: todo mundo! Reprodução: Vivi Peres
Nosso teste inicial foi feito com mais tempo, o efeito ficou interessante, parece mais um fotograma disse alguém. Foto: todo mundo! Reprodução: Vivi Peres


Um detalhe da colcha de retalhos que virou a frente da câmara. Foto: Fernanda Franco
No segundo dia, a escala do nosso equipamento mudou. Note a mão da Daniela servindo de obturador! O Maurício segura a caixa pelo lado da tampa improvisada que fizemos. Foto: Vivi Peres

Passeando pelo Sescão! Foto: Fernanda Franco

Uma última foto do painel do pessoal do Fotoativa antes que ele se vá. Foto: Vivi Peres

Daniela, Vivi e Fernanda e eu lavando a nossa primeira foto. No fundo a caixa aberta. Foi mais ou menos nessa hora em que alguém me perguntou se eu já tinha feito um pinhole desse tamanho, a resposta é não, sensacional! Foto: Mauricio Silva

Nossa segunda imagem escorrendo após a lavagem. Nós só tínhamos duas folhas de papel desse tamanho. Chegamos a fazer uma terceira imagem juntando pedacinhos de papel com fita crepe! Foto: Mauricio Silva

Nossa fotos do segundo dia, fotografadas pela webcam do laptop e negativadas para que as fotos em si ficassem positivas.



O nosso ponto de contato com Belém. Foto: Vivi Peres

Para encerrar esse relato, a Wicca fez um resumão em vídeo do segundo dia da oficina.
Mais uma oficina no Sesc Pompéia, dessa vez junto com o Pinhole Day que se aproxima.
Aproveitando o início de ano mais tranquilo, escaneando trabalhos antigos, desencavando imagens das caixas.
Um pinhole em 4×5″ feito no sertão de Maresias em 2005, correndo o risco de me repetir aqui, curto muito multiplas exposições feitas com pinhole.

E depois uma participante da oficina em Pirenópolis em 2008, embebendo uma folha em fixador para usar como pincel sobre um quimiograma.

Um figura chamado Tarja Trygg colocou no ar um site chamado Solargraphy.
Vale a pena olhar a galeria e ver se interessa ajudar o caro Tarja, como um voluntário, na sua empreitada.
Bom, se não for por isso, vale a pena porque as imagens e as informações do site são simplesmente incríveis!
Segure o fôlego e clique no link. Esse trabalho mexe com as bases da fotografia e questiona algumas das crenças mais simples que temos, como faz também o trabalho de Michael Wesely.

O Penna veio aqui para a gente fazer uns pinholes para a D300 dele. Fizemos um para situações de pouca luz e um para paisagens com muito “foco” (sim, eu sei que pinhole não foca, mas isso não é problema para nós).
Discutir foco é uma questão bizantina, diz o Penna.

O Kraftwerk abriu com Man Machine, e um maluco atrás de mim gritou: quem não tomou doce, sobrou! Interessante como o Kraftwerk trabalha as sombras dos seus quatro integrantes de diversas maneiras no show. O próprio clipe linkado aqui é aberto dessa maneira. Aqui em Sampa, luzes estroboscópicas projetavam as sobras deles numa tela branca de diversos ângulos, sequencialmente, fotografias! Ou até fotogramas! Animados, de objetos quase estáticos.
Já a penúltima do radiohead foi Where I End And You Begin (se eu não estiver enganado, é claro), fiz uma foto da luz das centenas de LCDs brilhando na frente do palco.

Uma linha azul de imagens sendo capturadas, gigas e gigas de arquivos digitais sendo criados a cada minuto. Para onde foi tudo isso? Fotos? Vídeos? Onde vê-los? No site do próprio Radiohead vi outras fotos: os pinholes do Jonny, mais aqui, e uns registros do dia-a-dia da turnê.
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