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Quinta-feira passada estava dando início ao escaneamento de um cromo antigo quando o Mac onde trabalhava teve um Kernel Panic. Isso é parecido com um PC executar uma operação ilegal e ter que desligar ou com a tela azul da morte, mas muito mais raro e a maioria dos usuários de Mac nunca viu um acontecer de fato, nem sabe a cara que isso tem.

Enfim, um Kernel Panic quando você clica em algo é motivo para susto.

Nessas horas se deve manter a calma e pensar em termos do que é o método científico. Afinal, o importante é descobrir a causa do problema e não simplesmente culpar algo aleatoriamente (ou só porque a coisa é velha).

Bom, nesse caso algumas coisas poderiam ter causado o erro fatal: a primeira causa de Kernel Panics é uma memória que ficou ruim, mas isso poderia acontecer a qualquer momento e não justamente quando pedi o escaneamento; outra possibilidade seria um problema na placa SCSI ou no cabo que conectavam o scanner ao computador, ou mesmo no scanner. Em geral é um problema de hardware e não de software, mas isso está longe de ser uma regra.

Reiniciei o computador e logo mais quando pedi um autofocus do scanner ocorreu outro Kernel Panic.

Parei tudo, troquei o cabo do scanner, depois a placa SCSI, e por fim o computador todo, só não tive outro scanner para trocar, o Kernel Panic continuou acontecendo.

Meu scanner, adquirido num galpão de sucatas está morrendo talvez. Desmontei o scanner, limpei por dentro, tentei a outra porta SCSI na sua traseira, a situação melhorou um pouco e consegui progredir no trabalho e escanear até 12 cromos sem problemas, mas volta e meia ele reaparece.

Às vezes, o método científico me ajuda apenas a descobrir quais são os problemas com os quais terei que conviver.

Passado muito tempo, a galeria da oficina no Sesc está no ar!

 

A oficina de construção de câmara digital artesanal com sucata de scanner no Pompéia rendeu imagens interessantes. Putz, fiquei super feliz, quem fez a oficina não teve que desenbolsar um tostão, a oficina foi gratuita!

pompeia

Semana que vem posto mais imagens e uma galeria inteira para quem participou. Obrigado a todos que se retorceram para aparecer nas fotos e cansaram os joelhos de tanto se escanear.

Oficinas no Sesc Pompéia se aproximam, o link leva para os detalhes no site do Pompéia e para as inscrições que estão abertas:

problemasscan

Imagens Irrecuperáveis

Essa oficina visa explorar os limites físicos das fotografias digitais. Vamos descobrir como a recuperação de dados perdidos pode alterar a formação das imagens digitais e depois vamos tentar recuperar impressoras inkjet defeituosas para gerar imagens de arquivos mal recuperados.
Duração: 3 encontros. A partir de 16 anos. 15 vagas. Orientação: Lu Arembepe e Guilherme Maranhão.
15/09, 16/09, 17/09. Terça, quarta e quinta, das 19h às 21h30.

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Fotografia com Sucata de Scanner

A proposta dessa oficina é construir e fotografar a partir de uma máquina fotográfica feita com um scanner de mesa. Serão exploradas as técnicas envolvidas para fotografar a linha de chegada de provas de atletismo, fotos panorâmicas e fotos do perímetro de objetos circulares e como medir os padrões de movimento dos objetos fotografados.
Duração: 3 encontros. A partir de 16 anos. 15 vagas. Orientação: Guilherme Maranhão.
29/09, 30/09, 01/10. Terça, quarta e quinta, das 19h às 21h30.

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Uns dias atrás eu mostrei a lente ajambrada para fazer reproduções de negativos. Recentemente fotografei com uma rolinho bem vencido de TMax 3200p. Se o 400TX novo do post passado ficou daquele jeito com raio-x, imagine como ficou o negativo do 3200p que teve a mesma procedência. Bom, depois de autolevels e inversão, a reprodução ficou assim. Granuladinho.

tmz

Fiz um teste para ver as possibilidades de um scanner Microtek ScanMaker II, vintage de 1993. Ele tem uma tampa com iluminação para o escaneamento de transparências até 8×10″ e chega a 600 dpi (uau! em 1993…), no entanto só usei 300 dpi para os testes.

Escolhi um negativo colorido complexo, com velatura e muita prata (por conta da falta de branqueamento).

testescan

Os 8 bits por canal não foram suficiente para decifrar a cor do negativo tão escuro, resultou um color cast amarelo violento no arquivo digital. A mancha branca é da imagem e foi resultado de um buraco no lensboard da câmara 8×10″, um acidente casual. Algumas manchas azuis bem suaves aparecem no centro da imagem, artefatos da captação da imagem. Com um negativo p&b de contraste normal o scanner se saiu bem melhor.

testescan2

Aqui as correções necessárias após o escaneamento foram bem poucas, só inversão e a aplicação de uma curva bacana.

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