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Aos poucos eu tenho criado um playlist no Youtube com vídeos de entrevistas e documentários de artistas que me interessam: http://www.youtube.com/user/refotografia

O documentário sobre o Man Ray, em vários pedaços, é especialmente interessante.

O sétimo Bigode do Gato está no ar e tive a honra de participar:

Tá ai uma gambiarra nova, gravei em vídeo a animação em Flash do site da gráfica rápida, assim podemos folhear digitalmente o Boneco #2 do Livro Ruídos, Interferências, Acaso.

(em 1 min e 3 seg, sim, é super pouco tempo).

Recentemente fui ao centro da cidade em busca de duas pequenas luzes para vídeo. A idéia era iluminar uma gravação que eu teria que fazer. Rodei a região da Rua Conselheiro Crispiniano, mas só achei produtos na faixa dos R$600, o que é bem caro para alguns LEDs e uma bateria recarregável. Caminhei até a região da Rua Santa Efigênia e lá para meu espanto a coisa passou para a faixa dos R$650. Não importava se o material era importado ou nacional. Na Sanjardini, que faz seus próprios iluminadores, fiquei chocado com a simplicidade dos produtos e de como pilhas recarregáveis comuns são transformadas em baterias caras que você “tem” que comprar deles. Sem contar que o iluminador mais fraco da Sanjardini era muito forte para mim, em geral o pessoa quer muita luz! Eu prefiro pouca, mas boa.

Saí de lá meio chocado. Dei de cara com o vizinho deles, Eletronik LV, Rua dos Timbiras, 239 loja 09. Lá fui bater papo com o o Luiz Claudio, perguntei sobre os materiais necessários para construir os iluminadores de LEDs. O primeiro fato é que os LEDs precisam de uma voltagem mais ou menos certa para funcionarem corretamente. Existem diversas religiões nesse assunto, mas a maioria acha que entre 3 e 4 volts estão OK. Tem quem acha que é menos, mas ninguém acha que é mais. Ou seja, juntar 3 pilhas recarregáveis de NiMH, de 1,2V cada, dá 3,6V com elas em série e isso é perfeito para acender os LEDs com bastante potência.

Juntando um pequeno Kit com LEDs de alto brilho brancos, um switch, uma placa para montar o circuito e alguns cabinhos para jumpear e porta pilhas para 3 pilhas, cada iluminador iria custar a bagatela de R$30. Mais tarde eu ia descobrir que isso é metade do aluguel de um iluminador desses por um dia. Uau!

O que eu fiz?

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Comecei com os LEDs e a placa. Encontrei uma disposição deles na placa para conseguir um pequeno quadradro de luzes, para facilitar a colocação de um difusor depois.

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Soldei os LEDs no lugar, respeitando o posicionamento correto dos pólos positivos numa mesma fileira para depois poder ligá-los corretamente. Sim, LEDs têm perna positiva e perna negativa, não é difícil saber qual é qual, a positiva está ligada ao terminal menor da cabeça do LED.

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Com um estilete e com paciência cortei um buraco retangular para o switch.

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Pronto, eis os dois iluminadores estruturados.

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Aqui dois itens que eu não comprei: dois pés de flashes eletrônicos, para fixar os iluminadores na câmara.

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Próximo passo foi usar o arame de cobre de um fio de rede azul para ligar os pólos positivos e negativos do LEDs, sem misturá-los.

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Depois fiz uma ligação com fios inicial para ver se tudo funcionava como deveria antes de colar tudo no lugar.

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Bingo!

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Muita cola quente para segurar os porta pilhas exatamente atrás dos LEDs e depois liguei os fios como tinha que ser.

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Comecei a planejar o suporte e o difusor, tudo em uma solução única. Veja o detalhe da marca de caneta verde na placa de cobre onde será feito o furo para o suporte do difusor. O difusor, ainda protegido pelo papel é um acrílico jateado. Um parafuso com três porcas para cada iluminador.

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Furos.

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Parafusos.

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Prontos. Depois fiz uma besteira de poliéster transparente para segurar uma gelatina ambar na frente, para esquentar a luz um pouco. Uma espécie de dobradura que cobre todo o iluminador, assim não precisei dar um acabamento super super nele. Já usei umas três vezes e as três recarregáveis de 2500mAH cada duram bastante tempo, uma noite inteira, até porque só uso a luz de vez em quando, um minuto aqui, outros ali.

Segue um link para o filme “Domingo” do Guilherme Outsuka no Youtube. Um super exemplo do que é possível fazer com Stop Motion.

E por falar em YouTube, seguem aqui duas buscas que eu fiz: Man Ray e Rube Goldberg Machine. Rube Goldberg Machine é qualquer trapizonga ou assemblage em que diversos elementos disparam outros até um fim planejado, um exemplo é a abertura do programa Ratimbum da TV Cultura. Os filmes do Man Ray  são sensacionais.

Rolou uma entrevista ontem no FSTV com a Dani e comigo. Confira! Falamos do que fazemos juntos e do que fazemos separados, quase nada!

Aproveitei e fiz um upload das fotos de Fernando de Noronha, fotos de turista, não me leve a mal. Estão no Flickr.

Desencavei um arquivo que foi parte do relatório que eu apresentei ao final da minha iniciação científica em 2005. O assunto era Time Lapse.

Recentemente publiquei aqui uma entrevista que fiz com o Dan Watson, um fotógrafo norte-americano que está passando uma temporada no Brasil. Conversamos sobre os espelhos de telescópios que ele construiu ao longo da sua carreira em astronomia e ele me contou que tinha guardado uma série de fotos que ele fez ao longo de dois anos, enquanto construia o primeiro espelho de telescópio com 8.4 metros de diâmetro. Bom, convenci Dan a trazer os negativos para o Brasil depois de passar o ano novo com a família no interior do Texas. Digitalizamos os negativos e usando um editor de vídeo fizemos um stop motion com as fotos do Dan. Confira!

O Braz falou várias vezes e eu agora me ponho a imaginar uma maneira de fazer algo que poderá se chamar slit video. Porque a fotografia com CCD linear se chama slit photography. Ou seja, estou pensando em como viabilizar uma maneira de escanear o vídeo, escanear frames.
Um amigo sugeriu um approach interessante, através de programação para modificar um arquivo AVI ou MPEG e chegar na visualidade pretendida. Será que finalmente vou aprender Visual Basic?
E o assunto é programação mesmo. O software que o francês prometeu enviar nunca chegou (ainda). Acessei os arquivos do SANE e nada que sirva para meu scanner. Comecei a conversar em um lista sobre como criar um driver para o meu scanner que funcione com o SANE.
Acho que não tem volta.

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