A procura

noite de insônia. e o vizinho do 303 tem companhia. dai já viu, dormir fica bem difícil. meu! o cara ainda não aprendeu a colocar uma toalha entre a cabeceira da cama e a parede. mas falando de lixo, e do papo com a mocinha de santo andré: lixo, ou o que quer que seja, enfim, comecei a juntar imagens que já existem disso, e acho até que descobri que talvez já haja um trabalho de fotografia de lixo e de lugares onde ele pode ser encontrado. já disse que meu é lixo?
achei um bilhete escrito para a menina do 203 em fevereiro, da onde extraio a seguinte passagem que se refere à uma imagem da série das cadeiras:
“para mim ela é lixo de todas as formas. as cadeiras ficavam ali abandonadas nesse galpão, cobertas de poeira, sem ninguém para sentar nelas. eu até levei umas para casa, e elas me acompanham até hoje. (…) e acho que no fundo fiz isso porque na hora, as cadeiras não eram tão importantes para mim. ingenuidade a minha. e sorte. eu diria.
eu fico maravilhado com esse tipo de possibilidade: reconstituir a vida em um monte de coisas quase mortas.”
coisas quase mortas? será assim que vou chamá-las?

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