Tive um super para com o Edu Cordeiro. Falamos de lixo em vários sentidos e maneiras. Ele me falou da palavra ninguém, presente no cabeçalho desse blog, e de outras coisas. Edu é uma fonte inesgotável de referências. Depois do papo cheguei a algumas conclusões.

O lixo pode acontecer de duas maneiras: o objeto-lixo, aquele ali presente dentro do saco preto, na esquina, à espera do caminhão que vem pegar, e a técnica-lixo, aquela que foi abandonada, esquecida, e se perdeu sob os ditos avanços da indústria fotográfica. A maioria dos objetos-lixo fotográficos, como os negativos 6×6 de uma festa de debutantes que eu encontrei essa semana na esquina da R. Scipião com a R. Roma, são provas vivas de técnicas-lixo.

O trabalho arqueológico, inserido nessa reciclagem que eu realizo, é portanto, em parte, o de descobrir qual é a técnica-lixo escondida dentro do objeto-lixo. Edu, quanta luz!

Começo então a lembrar mais pequenas coisas que são referências para esse trabalho, desde a maneira que o RWS me ensinou a cortar o darkslide para fazer fotos panorâmicas, ou medir o furo do pinhole com o ampliador, ou coisas pequenas achadas dentro dos formulários da Íris em edições bem antigas. Esses pequenos conhecimentos, maneiras de fazer coisas por atalhos simples, se perderam diante do avanço da indústria fotográfica, e do que ela prega que deve ser feito com as câmaras fotográficas.

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