Dan Watson #2

Dan Watson praticava astronomia e fotografia como hobbies na adolescência, seu interesse era a ótica.
Com medo de se convocado para o exército em plena Guerra do Vietnã, Dan se voluntariou para a Marinha, esperançoso de que um teste de habilidades o permitisse fazer curso de fotógrafo. Dan passou nos testes e aprendeu fotografia com a Marinha norte-americana.
Sua família tradicionalmente trabalhava nas fábricas de aviões na região de Dallas, Texas, Dan achou que havia se livrado disso em seu cotidiano, mas a Marinha o colocou em um porta-aviões.
Em 1973 ele passou alguns meses no Mar Mediterrâneo durante a Guerra de Yom Kippur entre árabes e israelenses.
Numa manhã cheia de névoa ele foi chamado às pressas à torre de comando, o navio onde ele estava tinha se perdido na névoa e no horizonte haviam vários barcos “próximos”, alguns aliados, outros inimigos, com sua Leicaflex e lente 1000mm sua tarefa foi registrar os barcos mais visíveis para que eles pudessem ser identificados melhor posteriormente. Segundo ele próprio, o dia em que esteve mais próximo do combate.
De volta à terra firme, Dan foi atrás da astronomia, na Flórida estudou ótica por dois anos e trabalhou em um observatório fotografando o céu em 4×5″. Depois foi para a Universidade do Arizona estudar física. Descobriu que a Universidade procurava alguém com experiência em construir espelhos para telescópios e lá foi ele. Construiu espelhos durante 18 anos. Entre 92 e 93 construiu um espelho de 8,4 metros de diâmetro e 20 toneladas de vidro. Nesse processo de construção de alta precisão, a fotografia está plenamente envolvida, Dan conta que testes de stress de material, comuns no preparo de vidro para essas aplicações são fotografias que às vezes levam até duas semanas para serem montadas e feitas.
Contente com seu enorme feito em vidro, Dan abandonou a academia e voltou para o interior do Texas para criar cabras e cervos em um rancho e para viver perto da mulher Judy.
A grana ficou curta e um dia perguntou a um amigo se ele sabia de algo que ele pudesse fazer para ganhar um trocado. A furacão Katrina tinha acabado de inundar Nova Orleans, a empresa BMS-Cat procurava pessoas que pudessem ir para lá trabalhar na limpeza da cidade. Essa empresa é especializada em documentação e rescaldo em catástrofes. Dan foi para lá trabalhar como supervisor de algumas equipes de limpeza e voltou para seu rancho sem tirar nenhuma fotografia. No entanto, no trabalho subsequente Dan ficou encarregado de tirar algumas fotos de documentação e desde então é isso que ele tem feito para a empresa, que foi contratada para documentação e limpeza relacionados à um acidente aéreo aqui no Brasil.
Batemos um papo aqui no ateliê na noite passada do qual eu gravei 8 minutos que podem ser ouvidos aqui, em inglês (o link está faltando, vou providenciar um novo host para o arquivo).

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