A intenção que prevalece

No quinto capítulo, de seu livro mais famoso entre fotógrafos, Vilém Flusser escreve o seguinte:

“Resumindo: a intenção programada no aparelho é a de realizar o seu programa, ou seja, programar os homens para que lhe sirvam de feed-back para o seu contínuo aperfeiçoamento.”

O trecho culmina com a seguinte frase: “A fotografia é, pois, mensagem que articula ambas as intenções codificadoras. Enquanto não existir crítica fotográfica que revele essa ambigüidade do código fotográfico, a intenção do aparelho prevalecerá sobre a intenção humana.”

Tenho lido e relido esse trecho. Me faz pensar naquele elogio deferido à câmara, que irrita o operador: “Boa sua foto! Que câmara você usa?” O fato é que pouco sabemos separar o que é nossa intenção, o que é intenção já embutida na câmara, no computador, no scanner. Acho que deveria haver um esforço para separar os méritos de cada um.

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3 ideias sobre “A intenção que prevalece

  1. Guilherme Maranhão Autor do post

    Felipe, você tem razão. Algo muito sinistro ocorreu no nível dos bits desse post. Só restou a primeira linha do que colei e escrevi, o resto sumiu ao ser postado. Agora o reescrevi por completo, com as citações ao texto do Flusser, mas sinto que o sentido mudou, foi o passar do dia.

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  2. paula

    Hum, acho que a camera é potência, ou melhor detem um potencial que culmina ou resulta em algo quando o fotografo que por sua vz tb é uma potência se utiliza da camera… como aquela máxima… “que os pensamentos estão a procura de pensadores”…

    Resposta

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