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Chamuscados

O festival Analógica 2022 ocorreu agora nos dias 23 a 25 Setembro e me juntei ao Diego Veríssimo e ao Hugo Costa para cruzar metade do país e ir lá ter.

Saímos de Braga bem cedinho no sábado e conseguimos chegar à tempo da inauguração da Câmara Obscura que a Câmara Municipal instalou sob o coreto da praça da cidade. Aproveitamos para fazer umas caminhadas ao redor e ir ver o rio Tejo que passa ao largo da cidade.

A residência criativa Celeuma organizada pela Tira-Olhos resultou em uma das exposições dessa edição do Analógica. Na foto abaixo a inauguração que ocorreu no sábado.

A Paula da Tira-Olhos comandou um workshop interessantíssimo sobre luminogramas. O laboratório municipal é muito convidativo. Ver a organização das bandejas no laboratório para a aula da Paula promoveu uma revelação na minha mente. Sai dali cheio de ideias.

E nós nos perdemos pelas ruas de Chamusca mais um pouco, encontramos toiros de oiro pelo caminho e um céu azul seco maravilhoso. Andamos pela margem do Tejo, pela via panorâmica que vai sobre o muro que protege a cidade das cheias do rio. Nos misturamos com os artistas celeumáticos num jantar delicioso.

No domingo eu participei da feira de segunda mão com algumas tranqueiras que eu arrasto comigo para lá e para cá.

Durante o mercado de segunda mão teve uma cena engraçada. O André Nobre veio de Lisboa e nos encontramos lá. Ele estava contando de umas pesquisas que ele anda fazendo para publicar um pequeno livro. A conversa foi ouvida por uma senhora que vasculhava minhas tranqueiras. Ela se revelou uma encadernadora e acabou entrando na conversa. Essas coisas que só acontecem num festival de fotografia. Perfeito.

Feira de Bièvres • Junho de 2022

Desde que ouvi o Wagner Lungov falar dessa feira que fiquei muito curioso. A princípio, a feira acontece todo início de Junho nessa cidade que fica dentro da região metropolitana de Paris. Pela cidade passa a linha C do RER e esse é o jeito mais fácil de chegar lá.

Além de visitar a feira, me interessei também por vender algumas coisinhas. Assim que as inscrições abriram, eu logo reservei o menor espaço disponível.

A feira ocupa o espaço ao redor da prefeitura de Bièvres. É uma área de estacionamento, mas que também pode receber feiras.

Existe opção de reservar um espaço de grama, pura e simplesmente, ou uma mesa com cobertura já montada. Há também espaços para veículos grandes.

Junho costuma ser seco, mas acabou chovendo em ambos os dias. Contei com a ajuda dos meus vizinhos de espaço: Bernard, Jean Paul e Gege. Eles me emprestaram uma mesa e me deram muitos conselhos.

E um pouco de vinho.

O perfil do visitante de sábado é bem comprador, o de domingo é mais turista. Meus itens eram específicos e mais caros, vendi bem no sábado só.

O meu vizinho de fundo tinha lotes e lotes de coisas velhas e de pouco valor, era buffet a quilo de coisas fotográficas. Foi bem nos dois dias. E quando passou a hora do almoço de domingo começou a vender sacos plásticos por 10€ que você podia encher com o que encontrasse. Faltando 30 minutos para encerrar a feira os sacos passaram a ser gratuitos.

Coisas caras são caras em Bièvres, coisas baratas são baratas. Algumas coisas difíceis de encontrar, são fáceis de encontrar em Bièvres. Depois de ter vendido todas minhas câmeras grandes, acabei achando uma Linhof Technika II 13x18cm aqui.