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Polaroid Palette • Mais uma vez

Estou no modo faxina e estou revendo todo o conteúdo dos meus armários em busca de espaço e tranquilidade. Tenho dois Palettes guardados desde 2007 e 2008 respectivamente esperando o momento para usá-los.

O que são eles? São máquinas que imprimem arquivos digitais de imagem em filme fotográfico 35mm através de um plugin para Photoshop. Isso roda em sistema OS9 do Mac, com Photoshop 5.0. Já falei um pouco aqui da minha experiência com eles: quando finalmente funcionou e depois sobre o software.

Coloquei os dois sobre a mesa, achei meu último Mac bege, instalei tudo de novo num HD mais novo, sistema, software, plugin, etc. Testei diversos cabos SCSI, troquei de computador numa esperança, voltei para o original, tive que trocar a placa de vídeo, uma dava pau, dai foi o HD que não rolou mais, enfim, coisas do século passado. Dai o computador não ligava mais pelo botão no teclado, mas liga pelo botão na torre, confusões. No fim ligou, funcionou e gravou duas imagens de teste (degradê criados no próprio Photoshop só para ver o que viram quando impressos) num rolo de Double-XX rebobinado.

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Tenho uma série de imagens feitas com celular desde o início dessa era do smartphone, pensei que seriam interessantes para ter em negativo. Acho que vou por esse caminho. Criei um preset P&B para acentuar o contraste localizado e fiz dodge e burn nas imagens para aproveitar as facilidades do mundo digital, agora vou tentar ampliar esses negativos e ver se o sistema é útil mesmo. Vou imprimir também algumas escalas de tons para estudar a necessidade de criar uma curva específica para a impressão desses negativos.

E enquanto os Palettes forem úteis permanecerão sobre a mesa, depois reciclagem.

Pismo G3

Um grande amigo me deu de presente um laptop apagado. Um Pismo (Powerbook Firewire, ou o computador da Carrie, personagem do Sex in The City). O Pismo é famoso por sofrer quando sua bateria de PRAM falha. Essa é a bateria dá energia ao relógio interno do computador ou mesmo é acionada quando você aperta botão para ligar o aparelho. O Pismo sofria desse mal.

Além disso, a sua bateria principal, que o mantem ligado quando ele não está conectado à rede elétrica, estava mortinha. Não carregava de jeito nenhum, só piscava um luz informando um curto interno. A bateria de um laptop pode ser de diferentes químicas: NiMH, NiCd ou Li-ion. Essa era de Li-ion e para substituí-la só podem ser usadas baterias dessa mesma química, porque a maneira como o computador irá recarregar a bateria depende exclusivamente da química da qual ela é feita.

Uma bateria de laptop, de Li-ion, em geral é feita de células do tipo 18650 (esse é um padrão de tamanho da célula, parece uma pilha AA um pouco maior). Sai a procura de células similares para substituir as da bateria desse computador, imaginando que encontrar uma bateria completa, desse modelo tão antigo seria mais difícil. Novas são até fáceis de encontrar na região da Rua Sta Efigência, no entanto são bem caras.

Um amigo que trabalha numa multinacional me avisou de uma campanha para arrecadar lixo eletrônico nessa empresa e me ofereceu um lote de algumas baterias IBM de LI-ion. Desmontei algumas dessas baterias (que estavam sendo descartadas por estarem velhas, mas que ainda tinham alguma carga) e consegui substituir as células da bateria do Pismo. O computador ficou ligado cerca de um minuto com as células novas (novas para ele). E assim constatei que o problema da bateria do Pismo eram mesmo as células muito velhas.

Essas baterias não desenvolvem memória, o problema maior é um chip que reside junto às células, ele controla o quanto a bateria pode ser recarregada e quantas vezes e aos poucos diminui a carga máxima que a bateria pode aceitar, isso para evitar que as células de Li-ion explodam durante a recarga. Agora é só achar uma alma caridosa que possua um Lombard (irmão mais velho do Pismo) que rode um programa que faz um reset do chip da bateria do laptop, para que ele trate as células mais novas corretamente.

Tive que aprender tudo isso nesses últimos dias para tentar voltar a escanear pelas ruas.

Placa de vídeo do iBook G3 morreu

De nada adiantou cruzar os dedos, talvez uma hora não tenha sido suficiente, uma outra tentativa deve seguir antes de declarar a derrota (e começa agora!). Hoje, depois de instalar os drivers de uma impressora, usando o CD, hoje um kernel panic e um mesmos riscos apareceram na tela.

Update em 05/06/08: não adiantou nada, nem 4h sob o ferro de solda.

Placa de vídeo do iBook G3

De dedos cruzados.

Há um tempo atrás fiz um post sobre meu iBook branquinho, o Man Ray. Naquele dia ele tinha mostrado um problema no vídeo, acabei achando um parafuso solto dentro dele, achei que tinha encontrado a solução, o fato é que depois de um tempo o problema voltou.

A causa era conhecida, uma solda de fábrica que dá problema em vários desses laptops.

Para resolver isso muita gente usa álcool ou outro combustível, uma lata e deixa o calor passar para o chip problemático dando uma certa fluidez à sua solda por um breve instante, assim o chip se assenta novamente na placa-mãe.

Acabei descobrindo um técnica alternativa, que evita o fogo.

A idéia surgiu de um post no site Geek Technique (o link está no post original também). Lá o assunto é tratado com fogo, mas em um comentário no meio da página um outro proprietário de iBook descreve a utilização de um ferro de solda para tal tarefa, olhei as fotos que vão no comentário e achei mais seguro e controlado.

Desta vez eu estou escrevendo o post a respeito da solução do problema direto do teclado do iBook, como fizeram os que tiveram sucesso nessas tentativas insanas. É difícil digitar de dedos cruzados.

Será que é a placa de vídeo

Tem um tutorial bem legal na internet sobre como usar álcool ou vela para consertar um problema comum na placa de vídeo dos iBooks de 2002. Eu já tinha passado por lá antes, por curiosidade, mas hoje voltei por necessidade, assim pensava eu.

No domingo a tela do meu laptop mostrou sinais muito esquisitos e depois não acendeu mais. O tal problema, pensei eu. Consegui limpar o HD com o Firewire Target Disk Mode e me preparei para tocar fogo no computador.

Usando um outro tutorial comecei simplesmente abrindo a máquina para fuçar e ver se pondo pressão sobre o chip de vídeo, eu conseguia alguma imagem, comprovando o mal contato. De cara cai um parafuso de dentro do laptop. Estranho.

Não é que depois de 8 anos de vida, boa parte dos parafusos do micro haviam ficado frouxos. Um deles se soltou e deve ter dado um curto na placa-mãe. Foi apertar todos eles de novo, achar o lar do fujão e pronto. De volta a vida, quem sabe mais 8 anos.