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Cezanne 2 • kernel panics e vidro rachado

 

Eu fiz a foto acima para mostrar esse vidro rachado sendo usado dentro do scanner e logo após o computador travou geral (kernel panic no OS X).

É uma longa história e eu já falei do início dela há uns anos atrás: https://refotografia.wordpress.com/tag/scitex-smart-340/

Antes de descartar boa parte desse scanner Scitex, separei algumas peças que ainda poderiam ser úteis: objetivas, parafusos, cabos e o vidro onde se apoiam os originais a serem escaneados. Esse vidro do Scitex era um enorme pedaço de vidro ótico com superfície para evitar os anéis de Newton, perfeito para escanear sem a ajuda de líquidos.

Quando comecei a instalar um segundo Cezanne no ateliê e pensei que seria muito bom se tivesse esse vidro ao invés de um vidro liso, para poder fazer escaneamentos diferentes nos dois scanners (um com wetmount e outro com o vidro AN).

Havia uma diferença de 7cm a mais no vidro para que ele coubesse no Cezanne na posição que permitiria a altura certa. Todo o meu planejamento para cortar esses 7cm de vidro que impediam que o vidro do Scitex quase foram por água abaixo em milésimos de segundos quando essa rachadura atravessou essa linda placa de vidro. Sem muito mais o que fazer, eu logo providenciei um pouco de super cola e juntei os dois lados do vidro. Pelo menos por enquanto o vidro está lá e ainda cabem pelo menos 2 negativos 4×5″ nele ou um de 5×7″, não é o ideal, mas está longe de ser um setup ruim.

Bom, mas dai na hora do primeiro teste, para checar o foco nos quatro cantos do negativo e para ver se o funcionamento não está mesmo sendo afetado, pow! rola mais um kernel panic.

Bom, o computador em que esse Cezanne está ligado andou tendo uns soluços. E kernel panics podem ser um monte de coisas: uma placa SCSI não muito compatível, um HD que pifou hoje e que poderia estar meio mal das pernas, um cabo SCSI problemático talvez? No lado de Cezanne, esse não se comporta exatamente como o primeiro: falta o estalo ao fechar a tampa e na sequência a lida rápida da mesa, as lâmpadas parecem fortes, depois parecem fracas e o software reclama. E na minha lembrança esse Digital Audio 466Mhz dava uns kernel panics há muito tempo atrás quando comprei essas memórias “novas”, será que esse problema está voltando?

No momento ainda tenho poucas pistas de qual é ou quais são os problemas, que exatamente o grande problema de mexer com equipamentos de informática completando 20 anos de idade. Mas tem um link bem bacana sobre os kps.

Update: remover o kext 78xx da Adaptec resolveu quase todos os problemas, só não desrachou o vidro, então se vocie googlou osx 10.3.9 adaptec 2906 scanner, essa é a solução. http://ask.microsemi.com/app/answers/detail/a_id/3887/~/does-macintosh-os-x-have-built-in-drivers-for-adaptec-scsi-cards%3F

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Curitiba • escaneando negativos

Em 2013 me convidaram para o FIF em Curitiba em 2013 e lá fui eu passar uma semana por lá para série de atividades. Levei comigo a minha Fuji GW690III e os últimos 8 rolos de CHS100 que eu tinha. Optei por fazer os deslocamentos a pé, saindo mais cedo e tals, e consegui aproveitar bem o festival de fotografia para fotografar uma impressão sobre a cidade.

adox chs100 scanned on Cezanne ft-s5000
Deixei essas coisas na gaveta até recentemente (na verdade isso é uma estratégia com certos trabalhos, o repouso). Editei um pouco o material e comecei a escanear no Cezanne (escaneamento molhado).

screen-shot-2017-02-14-at-4-24-53-pm

O CHS100 é um filme clássico que a Adox voltou a fazer há uns anos atrás, o grão é quase o do Tri-X e eu adoro o jeito como o Cezanne resolve o grão e dá esse nível de profundidade na imagem. O filme em si tem uns problemas, que vão dos números impressos serem muito grandes e por vezes invadem a área da imagem e o fato do backing paper usado ser estreito e ficar folgado na bobina tornando tensa a hora de carregar o filme na câmera.

2013_55_11

Voltando ao assunto do escaneamento, acabei editando 61 imagens e escaneei tudo a 4000 dpi. O resultado são arquivos Tiff RGB com 16 bits e em média 750Mb de tamanho. Em 2017, ok, mas imagina isso em 1998 quando esse scanner foi construído.

Cezanne • SCSI

Só um detalhe que eu esqueci de incluir no post anterior. Ao longo dos anos eu fui juntando em um armário todos os cabos SCSI que passavam pelo estúdio. Não me desfiz de nenhum, sabendo que um dia chegaria o momento daquela coleção provar seu valor.

O dia chegou quando o Cezanne desembarcou aqui. A combinação de entrada do scanner e da placa instalada no Mac era bem rara e valeu ter ocupado aquele espaço por tanto tempo.

Cezanne • primeiros passos

Depois de finalmente conseguir desembarcar o Cezanne do carro, usei um aspirador de pó para fazer uma limpeza de todos os cantos de fácil acesso dos equipamentos. O PowerMac G3 que acompanhava o scanner tinha uma camada espessa de poeira dentro e vários tufos emaranhados nas memórias, processador, etc. Essa faxina já me causou um enorme bem estar.

Montei uma mesa provisória para testar os dois computadores, ambos ligaram e isso foi comemorado calorosamente! O G3 continha os programas do Cezanne. Ele tinha o OS8.5 instalado e 320Mb de RAM. Duas limitações para meus projetos ambiciosos com o Cezanne.

Descolei dois HDs de 40Gb e em ambos fiz partições de 20Gb e clonei os dois HDs internos do G3 duas vezes. Mais uma etapa que trouxe alívio.

Minha estratégia envolve agora passar esse HD já instalado para um G3 azul e branco. Para isso terei que fazer o update o OS8.6. A placa SCSI será levada também. E poderei ter até 1Gb de RAM.

Então fiz o update para OS8.6 já usando um dos HDs clones no lugar dos dois HDs SCSI. Conectei scanner e computador. Pela primeira vez tentei ligar o scanner.

Várias luzes se acenderam e veio um apito (ruim). Acendeu bem firme uma luz vermelha com um ponto de interrogação na frente do scanner.

Liguei o computador e acionei o software do scanner. Esse por sua vez devolveu uma mensagem de erro. A mensagem trazia uma informação: setup inicial não havia sido capaz de resetar o diafragma da objetiva do scanner.

Abri todo o scanner (e ele por dentro é lindo! uma pequena câmara sobre trilhos que se posiciona em qualquer lugar da caixa para obter o melhor ângulo para cada negativo).

As possibilidades eram grandes, podia ser graxa ressecando no anel do diafragma, podia se um motor step preso entre dois steps, podia ser um sensor em U com mal contato, podia ser um fio solto em algum dos itens acima. Mexi em tudo isso, verifiquei os contatos, acionei o diafragma algumas vezes. Fechei o scanner e tentei ligar ele novamente.

Sucesso. O software reconheceu o scanner e tudo correu relativamente bem.

Enquanto eu tinha o scanner aberto eu já tinha visto um problema potencial, a poeira, por toda a parte, sobre a objetiva, sobre o espelho principal que é super importante. Uma faxina mais fina e cuidadosa agora se faz necessária no interior do bicho.