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Cartaz Bolsa Zum de 2014 • Elaine Ramos

Recentemente o IMS publicou um histórico dos cartazes da Bolsa Zum. A Elaine conta a história do de 2014 quando ela veio aqui no estúdio usar o scanner tamanho A3:

“O cartaz da Bolsa de Fotografia de 2014 foi feito a partir do escaneamento de equipamentos fotográficos. Com a ajuda do fotógrafo Guilherme Maranhão eu dispus máquinas e lentes diretamente sobre o vidro do scanner, obtendo a silhueta deles em alto contraste. A composição final mantém a escala original dos objetos e faz um jogo de espelhamentos entre elementos geométricos circulares e retangulares e o desenho disforme das alças das máquinas.”

Screen shot 2016-06-09 at 1.22.40 PM

 

A Nikon 8008s e a 300mm já vendi. A objetiva SMC Takumar já vendi. A objetiva Canon 35mm EF já vendi. A Hasselblad é da Elaine. A Linhof Technika está a venda, rsrsrsrs. Como as coisas vem e vão…

Naquele dia usamos o PFU DL-2400p, foi necessário um softbox sobre o scanner para facilitar a geração das silhouetas. Protegemos o vidro do scanner com uma folha de poliéster.

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Uma Pedra

Uns posts atrás mencionei os escaneamentos com o Cezanne. Enquanto tudo vai muito bem com negativos 35mm, parece que os negativos 8×10″ são muito complicados para vários escaners, principalmente os mais antigos, muito em função do aparecimentos de listas na imagem (sujeira, defeitos no CCD, sabe-se lá).

Comecei a testar os diferentes escaners que tenho aqui e esbarrei num outro aspecto, que é como essas máquinas entendem os negativos coloridos (mesmo usando o mesmo software para operá-los).

Scan num PFU DL2400p a 800dpi:

reveillon_10

 

Scan num Umax Astra 1200s a 600dpi:

reveillon_10_umax

Relação de hardware e software ao longo do tempo

Essa história de descobrir como funciona o PFU DL2400 me deixou pensando um tanto na importância crescente do software em relação ao hardware.

Recentemente escrevi aqui sobre o scanner Scitex Smart 340L e tudo que passei para reativá-lo. O fato é que no software do Scitex a escolha da lente (o scanner possui várias das quais uma deve ser escolhida) é algo mais claro e evidente, sem fazer isso você não passa adiante. No PFU DL2400 eu nunca tinha me dado conta que essa escolha era possível, achei que ela era automática, dependendo da resolução que fosse pedida, mas foi um grande engano. Ambos os scanners funcionam da mesma maneira, só não é tão claro no software que faz o DL2400 rodar.

E um scan feito recentemente no DL2400 se mostrou tão ruim em relação ao Scitex que aquilo me fez começar a pensar. Dai eu descobri aquele menu onde se pode escolher entre duas lentes (somente duas se comparado com o Scitex que tem 5). O resultado do scanner PFU passou a ser imediatamente melhor do que o Scitex, meu queixo caiu.

Antes a comparação entre os dois scanners ia contra a percepção que tenho sobre a relação do software com o hardware ao longo do tempo. Isso mudou.

Em 1994, a Scitex faz esse scanner que cá está, quando foi lançado era o topo da linha de scanners, mas já era algo mais acessível para a época (US$ 40 mil). As lentes são impressionantes, todas da Rodenstock, os sensores enormes, as placas de circuitos densas, a estrutura que mantem tudo em seu lugar é pesada, o vidro onde apoiamos o papel é um senhor vidro. Há um investimento enorme em hardware, enquanto o software ainda é primitivo. Alguns anos depois a PFU faz o DL2400, que quando foi lançado era a opção mais acessível da linha (US$ 10mil). Seu corpo é de plástico como qualquer outro scanner, o vidro onde apoiamos o papel é apenas um vidro, mas o sensor lá dentro tem mais uns 5 anos de R&D dentro dele e o software Silverfast é impressionante.

Quer dizer, o hardware foi muito importante enquanto o software de processamento do sinal do sensor era limitado. Quando essa situação mudou, começaram a economizar recursos na construção de scanners e cameras. Isso também fica claro quando vemos um novo modelo de câmara digital com um sensor de mesmo tamanho físico, maior número de MP e menor quantidade de ruído, a solução para isso acontecer é o software.

Fuçar

Fuçar, fuçar, fuçar. Essa é a regra.

Fuçando no software que controla o scanner PFU DL2400 achei um controle escondido. Não tenho manual nem documentação apropriada para entender o que faço nele. Assim, finalmente consegui ativar o modo de 2400 dpi, antes ele só escaneava em 800 dpi.

Para o teste usei um negativo tamanho 6x7cm, uma foto da alguns alunos da turma do Senac Sto Amaro.

Antes:

E depois de ativar a funcão (que na verdade é uma troca de lentes que ocorre no interior do scanner):

Encontrando caminhos com o Silverfast e o PFU

Falei antes aqui do scanner PFU 2400D, ou Lynx A3, que eu achei no meio da sucata, no centro da cidade. E falei também do francês bacana que me mandou o CD de instalação do software original pelo correio.

O software é uma versão antiga de um programa de escaneamento chamado Silverfast. A PFU nunca chegou a desenvolver uma interface própria para seu scanner, prefiriu usar um programa pronto de muito boa qualidade. Esse programa é vendido pelo fabricante de maneira avulsa também, ou seja, para ser usado com outros scanners, um detalhe é que o fabricante embute os drivers do scanner em questão dentro do software, tornando-o unica e exclusivamente compatível com determinado modelo de scanner. Ou seja, não bastava simplesmente achar uma cópia do Silverfast, tinha que ser a que funciona com os scanners da marca PFU.

Posto tudo isso, o Silverfast é um programa incrível, com requintes espetaculares muitos dos quais funcionam com meu scanner que também é cheio de recursos realmente úteis. Por exemplo, o Silverfast consegue controlar o autofocus do scanner, ativando-o quando necessário ou permitindo o foco manual, o que é bem útil para escanear negativos sem que eles estejam diretamente colocados no vidro do scanner. O programa também oferece um controle que encontra tanto o ponto mais claro na imagem como a sombra mais profunda, põe esses pontos nas pontas do histograma e isso tudo sem causar brechas no desenho do histograma, que poderiam causar posterização da imagem.

PFU DL2400 pro

Uma questão de escala. Finalmente, com ajuda de um francês boa praça, consegui fazer meu scanner novo funcionar. Para ilustrar o tamanho da criatura fiz uma foto dele junto com o que eu achava ser um scanner grande, um Umax 1220S. Para dar escala coloquei uma Nikon FM2 no meio. O Lynx A3 tem 25Kg e a julgar pelas marcas nele todo, ele foi jogado para lá e para cá no galpão das sucatas, impressionante como o vidro não quebrou e ele continua funcionando normalmente.

A comparação

Em busca do software para o PFU DL2400 pro

Há três nomes para ele: PFU DL2400 pro, Qubyx Lynx A3 ou até Heidelberg F2400. É verdade que a Quato virou Qubyx enquanto ele ainda era vendido, de modo que na realidade são quatro nomes. Encontrei ele num galpão onde homens com marretas separam o plástico do metal do computadores e similares. Ele seria destruído pelo cobre que há dentro dele e não é muito, não. Um scanner em perfeito estado de funcionamento, para originais até o tamanho A3, com resolução até 2400 dpi sem interpolação. Mas para fazê-lo escanear de verdade é necessário um software, e ai a coisa complica. Ainda estou procurando.