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Pluracidades embaladas

Embalei toda a exposição que vai comigo para o Rio e fiz uma alça para carregar no caminho até lá. A Dani fez essa foto enquanto eu experimentava o peso no meu ombro.

No chão, é um encerado que eu ganhei de um amigo, modelo 86, único dono, 4 por 6 metros, tinha mofo até. Foi fundo de fotografias nos anos 80, cobriu churrasqueira nos 90 e agora dá a volta por cima. Lavei com sabão na garagem do prédio, enfregando com vassoura os dois lados. Desinfetante e mais. Tá cheiroso!

Clube de Colecionadores de Fotografia do MAM, edição 2008

Pluracidades

Fui convidado para participar do Clube de Colecionadores de Fotografia do MAM, edição 2008 com a imagem acima. No site do museu há uma boa explicação do que isso quer dizer, siga os links para Participe do MAM e depois Seja Colecionador.

Leituras de Portfolio

Fui levar Pluracidades para as leituras de portfolio no Forum. Vinte minutos é pouco tempo para uma conversa profunda, às vezes o que vale é ter o trabalho visto por alguém novo, não necessariamente ouvir opiniões formadas rapidamente. Mas o fato é que alguma pessoas gostam do risco de falar sobre um trabalho que nunca viram para alguém que não conhecem em 20 minutos. O resultado deles assumirem esse risco é quase sempre bom, mas quem ouve deve saber separar idéias muito distantes de outras mais pertinentes, e tentar aproveitar isso ao máximo. Em Houston em 2000, no primeiro dia do FotoFest, vi o inglês Mark Sealy por uma fotógrafa argentina a chorar em 20 minutos. Minha leitura era a próxima na fila dele, fui esperando toda a maldade do mundo. No fim das contas, Mark é um cara sincero e não esconde o que pensa, ele falou coisas em tom muito ríspido comigo, coisas sérias, as mesas ao lado pararam seus trabalhos esperando ver outra pessoa chorar e foi por pouco, mas descobri que ali (na fala dele) tinha um desejo enorme de ver meu trabalho desabrochar. Segui fotografando.

Pluracidades

Já percebeu como as pessoas sempre estão indo pra algum lugar?
E a cidade é feita para os carros e não para as pessoas?
Nada que o Milton Santos já não tenha dito anteriormente, mas acho que isso é o pano de fundo dessa história. Pluracidades.

Já no plano da imagem, a padronagem que surge fala um pouco da coisas cíclicas e repetitivas, coisas que aparentemente não tem fim. E há uma separação entre o que se move e o que é estático, isso cria um desconforto, vejo ai um comentário sobre o aparelho, o programa, coisas que li no Flusser.

A elaboração se dá através do uso de um scanner ao invés de uma câmara comum. A imagem passa a ser adquirida em uma fração do espaço muito pequena, mas ao longo do tempo, ao contrário de uma câmara comum que fotografa uma fração de tempo ao longo do espaço. Uma constante no meu trabalho, ir em busca de alterações no cerne do processo de formação da imagem, subverter a ferramenta produzida pela indústria.