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Cezanne • Linhas

O Cezanne chegou aqui em 2012. Desde o início já tinha percebido algumas linhas paralelas ao sensor quando escaneava em alta resolução. Fiquei desanimado no início do mês quando vi que a pasta com os testes para eliminar as linhas já tinha 21Gb. Eram muitos scans com variações disso ou daquilo. Mais graxa aqui, uma limpeza ali, nada resolvia as tais linhas. Escrevi para gente nos EUA e na Europa, ninguém conseguiu ajudar. No início de Julho comecei uma faxina aqui e pensei em reciclar o Cezanne já que mais e mais isso limitava o que eu podia fazer com ele. Conversei com o Claudio que me aconselhou a investigar o bloco da guia linear, contatei a THK e encontrei a peça ainda em estoque no Brasil, inimaginável.

cezannefull

Hoje tinha acordado decidido a desmontar o scanner e separar a mesa dele para acessar o bloco e confirmar que ele estava com problema. Comecei a abrir o scanner olhei a graxa seca no eixo da correia que mexe a mesa de escaneamento. O eixo não era de fácil acesso para a graxa, mas uma gota de óleo poderia escorrer até lá. Minutos depois eu tinha colocado óleo Singer nos dois eixos, no motor do scanner, no trilho da mesa, nos roletes onde ela se apoia e já nem lembro mais onde. Resolvi fazer mais um escaneamento e adicionar a pasta dos testes. As linhas sumiram.

cezanne

 

Teste com Filmes de Cinema • Eastman 5234

O segundo da lista é o Eastman 5234 —>> ISO 3~12, pancromático, COM camada antihalo, costumava estar disponível direto da Kodak São José dos Campos, base em acetato (?).

Enfim, vamos às imagens, fotografadas em Bessa R, objetiva 35mm/1.7, fotometradas em ISO 12, reveladas em Dektol, solução estoque, 20C e 7:30 minutos. Escaneamento molhado no Cezanne a 4000 spi, inversão em PS, donwsize em LR.

Provavelmente em ISO 3, com o revelador certo, esse filme deve ter o grão fino próximo do Tech Pan.

 

teste com eastman 5234 Guilherme Maranhao 8642563467_9cdbdba36e_b teste com eastman 5234 Guilherme Maranhao

Uma Pedra

Uns posts atrás mencionei os escaneamentos com o Cezanne. Enquanto tudo vai muito bem com negativos 35mm, parece que os negativos 8×10″ são muito complicados para vários escaners, principalmente os mais antigos, muito em função do aparecimentos de listas na imagem (sujeira, defeitos no CCD, sabe-se lá).

Comecei a testar os diferentes escaners que tenho aqui e esbarrei num outro aspecto, que é como essas máquinas entendem os negativos coloridos (mesmo usando o mesmo software para operá-los).

Scan num PFU DL2400p a 800dpi:

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Scan num Umax Astra 1200s a 600dpi:

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Cezanne • com fluído Kami

Para manter os negativos mais planos e melhorar a transmissão ótica do acetato comecei a usar um líquido produzido pela Aztek para escaneamento, é o fluído Kami. Uma busca na internet pode revelar muito sobre essa técnica: Wet Mounting.

Dá para observar uma diferença bem grande em relação às fotos do post anterior, quando as bordas do negativo estavam completamente fora de foco.

 

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Cezanne • Operando

Depois de várias tentativas, acabei começando do início novamente. Parti para uma limpeza interna do scanner (com aspirador de pó) e depois apliquei óleo nas partes móveis. Os avisos de erro foram embora.

Recortei em acrílico uma máscara para os negativos e fiz um teste, sem o acrílico original que não estava muito bom.

Aqui um desses testes, de uma série de imagens com Fomapan vencido em 1991, fotografado em 2011, depois de mofar 20 anos.

 

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Cezanne • SCSI

Só um detalhe que eu esqueci de incluir no post anterior. Ao longo dos anos eu fui juntando em um armário todos os cabos SCSI que passavam pelo estúdio. Não me desfiz de nenhum, sabendo que um dia chegaria o momento daquela coleção provar seu valor.

O dia chegou quando o Cezanne desembarcou aqui. A combinação de entrada do scanner e da placa instalada no Mac era bem rara e valeu ter ocupado aquele espaço por tanto tempo.

Cezanne • primeiros passos

Depois de finalmente conseguir desembarcar o Cezanne do carro, usei um aspirador de pó para fazer uma limpeza de todos os cantos de fácil acesso dos equipamentos. O PowerMac G3 que acompanhava o scanner tinha uma camada espessa de poeira dentro e vários tufos emaranhados nas memórias, processador, etc. Essa faxina já me causou um enorme bem estar.

Montei uma mesa provisória para testar os dois computadores, ambos ligaram e isso foi comemorado calorosamente! O G3 continha os programas do Cezanne. Ele tinha o OS8.5 instalado e 320Mb de RAM. Duas limitações para meus projetos ambiciosos com o Cezanne.

Descolei dois HDs de 40Gb e em ambos fiz partições de 20Gb e clonei os dois HDs internos do G3 duas vezes. Mais uma etapa que trouxe alívio.

Minha estratégia envolve agora passar esse HD já instalado para um G3 azul e branco. Para isso terei que fazer o update o OS8.6. A placa SCSI será levada também. E poderei ter até 1Gb de RAM.

Então fiz o update para OS8.6 já usando um dos HDs clones no lugar dos dois HDs SCSI. Conectei scanner e computador. Pela primeira vez tentei ligar o scanner.

Várias luzes se acenderam e veio um apito (ruim). Acendeu bem firme uma luz vermelha com um ponto de interrogação na frente do scanner.

Liguei o computador e acionei o software do scanner. Esse por sua vez devolveu uma mensagem de erro. A mensagem trazia uma informação: setup inicial não havia sido capaz de resetar o diafragma da objetiva do scanner.

Abri todo o scanner (e ele por dentro é lindo! uma pequena câmara sobre trilhos que se posiciona em qualquer lugar da caixa para obter o melhor ângulo para cada negativo).

As possibilidades eram grandes, podia ser graxa ressecando no anel do diafragma, podia se um motor step preso entre dois steps, podia ser um sensor em U com mal contato, podia ser um fio solto em algum dos itens acima. Mexi em tudo isso, verifiquei os contatos, acionei o diafragma algumas vezes. Fechei o scanner e tentei ligar ele novamente.

Sucesso. O software reconheceu o scanner e tudo correu relativamente bem.

Enquanto eu tinha o scanner aberto eu já tinha visto um problema potencial, a poeira, por toda a parte, sobre a objetiva, sobre o espelho principal que é super importante. Uma faxina mais fina e cuidadosa agora se faz necessária no interior do bicho.