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Anotações de um fotógrafo experimental • Lançamento

Escrevo para contar que o livro “Anotações de um fotógrafo experimental” já está disponível na plataforma Google Books.

Esse livro é uma coleção das minhas anotações e reflexões sobre diversos processos fotográficos experimentais. Falo bastante de fotografia analógica, mas também discuto processos experimentais na fotografia digital. Não discuto fórmulas de químicos ou faço tutoriais de processos.

Conto desde as histórias de trabalhos mais conhecidos como Travessia ou Pluracidades, e falo também de pequenas reformas que fiz aparelhos diversos. 

O livro está aqui: http://books.google.com/books/about?id=HnVWEAAAQBAJ

Na próxima quarta-feira, vou conversar com o Ricardo Mendes sobre isso:

Clique na imagem, ou siga esse link:
https://www.youtube.com/watch?v=_RjK42WwRCA

Teste • Livro “Anotações de um Fotógrafo Experimental”

ESSE LIVRO JÁ ESTÁ DISPONÍVEL

Estou a trabalhar em maneiras de distribuir o livro “Anotações de um Fotógrafo Experimental”.

Andei tendo uns problemas com superimposição de texto quando converto o livro para ePUB e subo para o KDP da Amazon. Andei explorando a plataforma do Google Books também, esse teste ainda está em andamento.

Livro • Anotações de um Fotógrafo Experimental

ESSE LIVRO JÁ ESTÁ DISPONÍVEL

Estou a trabalhar na finalização de um pequeno livro, uma idéia que surgiu já no TCC quando concluía o bacharelado em Fotografia. O título provisório é “Anotações de um Fotógrafo Experimental”.

Para ilustrar os arquivos que estou usando para editar o livro Anotações de um Fotógrafo Experimental

O texto é um encadeamento de anotações, artigos, relatos e pensamentos sobre esses processos experimentais que uso na fotografia. Junta textos desde os anos 90, como os escritos para o portal FotoPro e também coisas que escrevi em inglês, mas que nesse volume estarão em português.

Comecei a editar o livro a sério desde 2019, mas como não tinha prazo definido, ele foi ficando parado, foi sendo aumentado, mudado, enfim. A idéia desse post é simplesmente tornar o projeto público para ter mesmo que finalizar ele ainda em 2021.

Revisitando meu projeto com timelapses

Há uns anos, ainda em São Paulo, explorei o software Gawker e uma webcam que eu tinha na época para criar alguns timelapses a partir da janela do ateliê da Rua Tabapuã. A primeira experiência foi aqui e a segunda aqui.

Recentemente encontrei alguns itens no lixo de Braga que me fizeram lembrar daquelas experiências e me deram novas idéias.

As objetivas das webcams tem algo em torno de 5mm de distância focal, logo usar uma objetiva 20mm seria como adaptar um teleobjetiva.

Desmontei essa objetiva mount NX que apareceu no lixo para deixar o diafragma mais aberto, numa posição que permitisse mais luz no sensor.

Enquanto isso explorei o interior da webcam para saber o que tinha por lá e qual o tamanho do sensor.

Uma vez que todos os componentes foram explorados e desmontados, com madeira fininha (de uma caixa de frutas) fiz uma prova de conceito da montagem dessa objetiva com o sensor da dessa webcam.

Usei um tubinho de papel preto para impedir que luz não desejada chegasse ao sensor.

Apontei a câmera em direção ao vale do Rio Cávado, na direção Norte e gravei por uns minutos.

Um dos planos para o futuro

Queria escrever aqui sobre as idéias passadas e presentes sobre a fotografia. Escrever tem sido a atividade mais adaptável a esses tempos. Nada mais perfeito para um dia trancado em casa, de folga, no meio na pandemia, enquanto lá fora está frio, chuvoso e virulento.

A impossibilidade de causar aglomerações e até pequenos ajuntamentos realmente bagunçou meus planos com a fotografia. Outra coisa que dificultou muito foi o peso e o volume dos meus trabalhos e simplesmente não poder trazê-los comigo. Acho que minhas idéias para esse futuro, que agora é presente, contavam com isso, poder juntar pessoas, poder ter aqui minhas cópias e impressões do passado, meus negativos, etc.

Talvez essa situação pandêmica simplesmente seja o que dá esse enorme desânimo, que eu tenho certeza que todo mundo está sentindo. E no meio disso, presumo ser normal uma série de questionamentos sobre tudo que fiz e tudo que me trouxe até aqui, questiono até os posts nesse blog.

Recentemente, me foi apresentado um artigo de Carmen Dalmau na revista online LUR, do qual extraio um breve trecho:

“Podemos hablar en un sentido estrictamente académico del fin de la fotografía, entendido como el relato hegemónico de la fotografía como continuación de la pintura para ser la mimesis del mundo. Ahora tenemos una interesante imagen del mundo corrompida, sublimada, alterada, recreada, fragmentada, apropiada.

Algunas reflexiones sobre la fotografía actual se han instalado en dilemas como fotografía analógica o digital, fin de la fotografía o posfotografía, todos ellos centrados más en la técnica y en la formalización de la imagen y prestando menos atención al relato.

Asistimos a un cambio de época, de modelo, y quizás de paradigma, que afecta a la creación visual tanto como a la danza, las artes performativas, las dramaturgias, y a las perspectivas y enfoques en los contenidos del relato.”

Olho para os mais de oitocentos posts desse blog aqui, é fato que os dilemas são quase totalmente técnicos. Há sempre um relato que se pretende fazer com as imagens que frutificam dessas pesquisas e descobertas que eu conto aqui, mas o blog nunca foi o espaço que escolhi para discutir esses tais relatos até mais recentemente. Fiquei feliz de encontrar essa passagem nesse artigo, senti que minha implicância e questionamento com meus próprios escritos estava espelhada ali.

Discutir a técnica fotográfica é cativante, gera alguns cliques, permite criar parágrafos curtos e objetivos além de ter a sua importância. Discutir os relatos pretendidos com as imagens é um tanto mais difícil, não acredito que seja possível ser tão objetivo em palavras, e pode trazer situações em que não se pode argumentar, defender, ou discutir, algumas crenças simplesmente são. Crenças podem mudar com o tempo, mas no presente, durante o ato da foto, ou da escrita, ali elas simplesmente são.

Mas ficou claro, preciso escrever mais sobre as escolhas não-técnicas na minha fotografia.

RXDCC • quase uma ficha técnica

O que foi usado nessa câmara para o RXDCC?

Células de uma objetiva Komura Comercial 210mm/6.3

Diafragma de uma Schneider G-Claron 210mm/9

Fole feito para uma Toyo 5×7″ que deu meio errado para a Toyo

Restos de cortina blackout

Um pedaço de HD de computador, fazendo as vezes de base com encaixe de rosca para tripé.

Fragmentador

Tem dias em que a gente acorda destrutivo.

• uma moldura achada no lixo

• uma centena de fotos 13x18cm da época em que eu trabalhava no jornal

• uma fragmentadora de papel, presente de um amigo

Oficinas no Pompéia

Oficinas no Sesc Pompéia se aproximam, o link leva para os detalhes no site do Pompéia e para as inscrições que estão abertas:

problemasscan

Imagens Irrecuperáveis

Essa oficina visa explorar os limites físicos das fotografias digitais. Vamos descobrir como a recuperação de dados perdidos pode alterar a formação das imagens digitais e depois vamos tentar recuperar impressoras inkjet defeituosas para gerar imagens de arquivos mal recuperados.
Duração: 3 encontros. A partir de 16 anos. 15 vagas. Orientação: Lu Arembepe e Guilherme Maranhão.
15/09, 16/09, 17/09. Terça, quarta e quinta, das 19h às 21h30.

scanner03

Fotografia com Sucata de Scanner

A proposta dessa oficina é construir e fotografar a partir de uma máquina fotográfica feita com um scanner de mesa. Serão exploradas as técnicas envolvidas para fotografar a linha de chegada de provas de atletismo, fotos panorâmicas e fotos do perímetro de objetos circulares e como medir os padrões de movimento dos objetos fotografados.
Duração: 3 encontros. A partir de 16 anos. 15 vagas. Orientação: Guilherme Maranhão.
29/09, 30/09, 01/10. Terça, quarta e quinta, das 19h às 21h30.

scanner07

Com um serrote

Hoje terminei uma nova engenhoca. Uma mistura de câmara 3×4 com um back 4×5″ para filme em chapa.

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São seis lentes que disparam de uma só vez. Mas a câmara pode ser rearmada indefinidamente, ou seja, basta tampar uma ou mais lentes na hora da foto para deixar aquela área do filme intocada, depois destampar essas e tampar outras que já foram expostas. Enfim, dá para inventar um modo Lomo Action bem lento para a câmara 3×4.

O foco é fixo e fica a mais ou menos 1 metro. O diafragma vai de f/8 a f/22, chique! Há provisão para flash (PC e Hot Shoe): uau!

CRW_0190

Teste? Ainda não, mas em breve.

A câmara veio com um back Polaroid instalado, foi só desaparafusá-lo e recortar tanto a câmara tanto o novo back com um serrote para que os dois encaixassem. Funcionou. A boa e velha cola quente deu um jeito. Por cima dela colei pedacinhos de GatorFoam preto para dar um toque gambiarra na câmara e garantir que a luz ficará fora e o escuro dentro.

Descobri que a alavanca de armar o obturador por ser usada em conjunto com o disparador para “travar” a câmara “acidentalmente” aberta, o que pode ser bem bacana para fazer o foco e planejar as imagens. Idéias!