Arquivo do autor:Guilherme Maranhão

FRoFA

Para quem ainda não sacou, estou organizando junto com o Massao Matsuhashi uma feira de fotografia analógica, ela se chama FRoFA (Feira do Rolo • Fotografia Analógica). Os 20 frofs (expositores) vão ter de tudo um pouco, gente escaneando ao vivo, livros e publicações, prints e MUITAS câmeras, lentes e outras coisas incríveis, uma oportunidade única. Ah! Vai ter cannoli e umas paradas de beber também. Rola no domingo, dia 10 de dezembro de 2017, no Estudio 318 do Rafael Jacinto e tem mais detalhes ali naquele link que você acabou de ler, mas já adianto, é super fácil de chegar de metrô, de ônibus e de carro, principalmente no domingão.

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Consumo de coisas fotográficas

Nessa experiência que tive de Março desse ano até agora, vendendo as sucatas da oficina do Celso, acabei conhecendo mais dos compradores e seus gostos. Em geral o processo é marcado por uma pressa, uma urgência, em muitos casos a pessoa quer aquilo, mas não sabe ao certo o que aquilo faz ou como funciona, nunca experimentou. E em alguns momentos pude até testemunhar uma agressividade, em especial de pessoas que não se conformaram em perder uma oportunidade talvez única de adquirir um produto raro. Dai apelaram agressivamente na tentativa de reverter a situação. É muito desejo por uma câmera ou lente, muita sofrência por vê-la ir na outra direção.

Bom, não resta dúvida de que no Brasil há uma infinidade de coisas que são difíceis de serem adquiridas, equipamentos fotográficos são uma delas. As soluções encontradas pelos fotógrafos para navegar por esses mares de impostos e burocracia foram diversas através dos anos, nem todas lícitas, mas todas sem exceção encarecem demais esses produtos. Aquela máxima que diz que em países desenvolvidos a mão de obra é cara e as coisas são baratas e em países em desenvolvimento a situação de inverte, as coisas são caras e a mão de obra é barata só fica mais verdadeira.

Essa imagem de 2009 captada por um amigo que prefere não se identificar mostra a solução encontrada na época para esse problema.

Um relato de vitória sobre o sistema, talvez. Há uma certa agressividade nesse registro, pela quantidade. Quanto isso onerou uma empresa em demasiado para a execução de um simples trabalho fotográfico? Como é que esse esquema em que vivemos muda o nosso jeito de fotografar, de comprar coisas fotográficas? O que fica dessa história para nós? Essa são algumas das questões que surgiram em 2017 aqui e que permanecem sem resposta.

Os alemães devem ter uma solução mais elegante

 

Mas o fato é que na hora de juntar essa Technika III a partir de uma caixa de sucata, ficaram faltando as dobradiças da tampa. Elas são incorporadas à tampa em si, mas haviam sido removidas com uma lima provavelmente.

Essa dobradiça de R$1,20 serviu muito bem no espaço existente, com medo de que ela não aguente o dia-a-dia da Technika, usei Super Bonder para os parafusos ficarem bem firmes e Araldite no espaço entre a dobradiça a base preta, para pressionar esse lado da dobradiça no lugar.

Removi todo o resto de couro e de cola dessa Technika e ela é só alumínio! Algumas peças não combinam perfeitamente já que provém de diferentes versões da câmera.

Testes com Nippon Kogaku 55mm f/1.2

Essa é uma objetiva interessante, normalmente os exemplares que a gente encontra por ai estão entre os números de série 900.000 e 1.000.000. Essa tem número de série próximo de 180.000, ou seja, é bem mais antiga que a maioria das 55mm por ai.

Entre 2.8 e 5.6 é uma lente normal, mas o desfoque quando mais aberta é muito bonito.

Aqui acima e abaixo alguns exemplos em f/1.2

Testes com uma Nikkor 28-70mm AFS f/2.8

Essa objetiva tem o famoso (pelas razões erradas) motor de foco SWM, silent wave motor, que os norte-americanos chamam carinhosamente de squealing wave motor em função do apito que motor emite quando começa a oxidar, às vezes antes de mesmo da objetiva sair da caixa.

Existem inúmeros relatos na internet sobre os problemas que esse motor causou tanto na 28-70mm quanto na 17-35mm. Eu segui os ensinamentos de um mecânico dinamarquês para sanar os problemas dessa objetiva, mas ainda assim o problema volta em menos de 24 horas.

De qualquer maneira, eu fiz alguns filmes em um sábado com uma lente dessa, na esperança de que o exercício tornasse mais longo o tempo de funcionamento da lente antes do motor voltar a falhar.

Testes com Fujica Compact Deluxe

Bom, antes de começar a fotografar com essa câmera, li diversos reviews sensacionais sobre ela. É uma câmera que foi feita por pouco tempo e é bem desconhecida fora do Japão. A objetiva é incrível, uma boa resolução mesmo aberta e um detalhamento incrível quando fechada, comparada com outras também dos anos 1960.