Arquivo do autor:Guilherme Maranhão

Fotografia Portuguesa

Concebi um pequeno projeto de uma série de entrevistas com fotógrafos, escaneadores e curadores portugueses, para gravar em vídeo e publicar aqui, e se tudo mais permitir, de repente até transmitir ao vivo.

As recompensas são bem bacanas (bom, pelo menos se você curtir as minhas fotos… rsrsrs), olha lá!

https://www.catarse.me/guilherme_maranhao

Para conhecer alguns trabalhos que já fiz com entrevistas, o primeiro passo seria conhecer os lives do Foco Crítico, boa parte ainda está nesse conta de Periscope: https://t.co/bznKwoB9U4

Recentemente fiz uns vídeos com o Ricardo Mendes, entrevistas com Tuguo Ogava e Luis Soares, esses estão no canal do Fotoplus que vc encontra aqui: https://t.co/i7m4iJqw1g

As fotos da exposição Vzor, que rolou no Ateliê Fidalga e que são recompensa nesse projeto estão aqui:

As fotos da exposição Travessia, que rolou na Casa da Imagem, resultado do Prêmio Marc Ferrez, estão aqui:

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Testes • Kodalith 6556

Kodalith é um grupo de filmes para artes gráficas produzidos pela Kodak. Já usei alguns diferentes, como o pancromático 2568 que eu descrevo aqui nesse post. O 6556 é um filme ortocromático e vem embalado em bobinas de 35mm x 30.5 metros. Todos os filmes são de alto contraste.

Para controlar esse contraste e tornar o filme viável para fotografia existem uma série de caminhos possíveis. Vasculhando na web descobri um figura que revelar o 6556 em Rodinal 1:100, semistand por 20 minutos. Usei esse tempo para esse primeiro rolo e foi possível escanear normalmente no Pakon.

O efeito de bordas foi um pouco exagerado, como se pode ver ao redor dos canos escuros da fotografia acima, parece que alguém aplicou um unsharp mask excessivo por descuido. Já as texturas, como das paredes descascadas acima e abaixo.

O resultado obtido com o Parodinal de fato é interessante como um bom balanço entre alto contraste e detalhes nas texturas. Num teste futuro pretendo descobrir como essa combinação representa a pele.

Grip

Nas arrumações aqui, achei essa peça.

Há muito tempo já existiam grips para as Leica M, eram feitos de alumínio e vendidos por terceiros para usar nas câmeras da série M, com o obejtivo de melhorar a empunhadura para os praticantes da fotografia de rua ou da reportagem.

Aquilo me chamou a atenção, era um acessório interessante. Achei por bem fazer um grip para uma Nikkormat talvez (confesso que não lembro bem para que câmera era e como está não caberia numa FM2, logo comecei a imaginas as câmeras que abandonei pelo caminho).

Comecei com um restinho de pinho-de-riga. Em algum momento havia uma espuminha colada nele para melhor aderência ao corpo da câmera.

A câmera se foi e ele ficou, resquício da época que a fotografia era mesmo DIY.

Carousel 2ª edição feat. miniFRoFRinha

Pois bem, vem aí Carousel 2ª edição!!

IDEIA (a mesma) Um encontro com SLIDES em comemoração à FOTOGRAFIA e tudo que ela representa.

COMO FUNCIONA Nesta edição além de projetar slides dos fotógrafos convidados, abriremos inscricões para outros fotógrafos apresentarem imagens.

AH! Também das 14h00 às 18h00 vai rolar a miniFRoFRinha, feira de equipamentos analógicos

Passeios matinais pelo centro de São Paulo II

Esse foi o grupo que se juntou hoje para caminhar pelo centro da cidade, saímos da Padaria Sta Tereza e subimos a Av. Liberdade até a ligação Leste-Oeste, ali cruzamos até a Brigadeiro Luis Antonio com direito a uma passarela com vista para o vale da Av 23 de Maio, depois subimos a Brigadeiro até a feirinha do Bixiga. A foto aqui foi feita naquela ponto de bonde que ainda resta atrás da Catedral da Sé.

 

Buraco de Minhoca

“Na física, um buraco de minhoca é uma característica topológica hipotética do contínuo espaço-tempo, a qual é, em essência, um “atalho” através do espaço e do tempo.” Wikipedia

São muitas coisas que passam pelas nossas mão, se observadas bem de perto se pode perceber sua estrutura muito bem. Outros objetos escondem melhor seus detalhes, mas esses que permitem ser explorados podem garantir diversão por horas a fio, como se fossemos teletransportados para um outro lugar.

Abaixo um detalhe de um pano de limpeza, desses que vem umedecido dentro da embalagem.

Detalhe da visão da lupa no despolido, as fibra que compõe o tecido vão se mostrando.

As primeiras duas imagens eu fiz com uma G-Claron, mas ela é f/9, ficava difícil focar. Depois comecei a testar essa objetiva de ampliação, colocada da mesma posição que no ampliador (com ajuda de cola quente preta). Essa objetiva tem um descolamento no primeiro grupo e um elemento rachado até, mas ainda funciona super bem.

Os negativos ficaram bons, apesar do filme que tinha umas manchas de umidade e das bordas veladas. Numa das imagens (que aparece acima) o tecido fotografado se moveu durante os 4 minutos de exposição, talvez por conta do calor.

Refilei o negativo, ele ficou com aproximadamente 14×17 polegadas. Assim ele coube no Cezanne para um escaneamento molhado a 600dpi, ou seja, 8400×10200 pixels. Nada mal.

Vou imprimir umas provas e ver como ficou, mas acho que o próximo passo é experimentar uma objetiva de ampliador um pouco mais curta e foca em detalhes ainda menores.

Exakta • um teste que deu meio errado

As câmeras Exakta 35mm são as primeiras SLR produzidas regularmente. Essa produção começou em 1936 e seguiu até 1976. Nos anos 50 em especial, as Exaktas eram ferramentas do profissional e tinham uma ótima reputação. Mais tarde com a produção na Alemanha Oriental, elas não acompanharam a evolução das SLR mundo afora.

Em 1954 a Exakta era a câmera do fotógrafo vivido por James Stewart em Janela Indiscreta. Diversos fabricantes lançaram objetivas e acessórios para ela, muitos designs clássicos de objetivas são facilmente encontrados em mount  Exakta.

A idéia de juntar essas três lentes feitas para Exakta e realizar um pequeno teste veio há um tempo, mas faltava oportunidade. Trioplan e Domiplan são objetivas de 3 elementos, variantes do tripleto de Cooke, já a Biotar é um design double gauss clássico da Zeiss, que posteriormente foi copiado pelos russos e virou a Helios 44-2, famosa objetiva da câmera Zenit.

A Biotar é conhecida por ter contraste suave e um pouco de swirly bokeh. A Trioplan tem mais contraste, uma boa definição na região central e menos nas bordas e dá o soap bubble bokeh. A Domiplan poderia ser considerada uma versão pior e mais barato da Trioplan.

Mas para fazer a foto acima, com a três objetivas juntas, eu acabei deixando a câmera sem lente nesse dia que apesar de nublado estava bem claro. A claridade entrou câmera a dentro e atravessou a cortina velhinha da Varex, destruindo um fotograma. Nas outras imagens foram apenas algumas manchas mais suaves. Salvaram-se as imagens feitas dentro do estúdio, mas o teste ficou incompleto.

Acima e abaixo duas imagens com a Trioplan toda aberta. Já foi interessante comparar os poucos frames que ficaram legais nesse teste, mas esperarei para mostrar quando ficar completo.

Mas quando cheguei em casa, logo antes de revelar esse filme, vi que tinha uma meia dúzia de fotos sobrando no filme. As nuvens passavam rápido. Coloquei a câmera na janela da cozinha e usei o timer da Exakta para fazer essa exposição de 6 segundos, f/2.9 com a Trioplan 50mm.

As fotos foram feitas em Plus-X vencido, revelador da casa, scanner Pakon, PPRC workflow.