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De Vere 504 + Elwood 5×7″ • Teste

Escolhi um negativo com detalhes nos quatro cantos e instalei a 150mm f/9 G-Claron. 


Estranho o começo com as duas manoplas do De Vere, mas logo passou. Levei a cabeça até a altura máxima, o negativo 5×7″ projetava imagem de 60x84cm na mesa. 

Reduzi para 30x40cm e puxei uma folha de papel velho e meio velado. 


Uma imagem de placas de circuitos impressos, 10s, f/16, estava tudo lá. 

De Vere 504 • Conversão para 5×7″ parte II

Ok, então vamos lá, essa é a peça que vai servir de apoio para a cabeça do Elwood e que ficará sobre a coluna do De Vere.

Depois do spray preto ficou assim e já a peça do Elwood no lugar agora que foi cortada. Detalhe dos parafusos dourados por dentro prendendo as duas coisas juntas. Depois pintei isso também. O mesmo vale para o bloco de madeira na traseira, foi pintado também.

Parece que deu certo, então fui adiante.

A pior parte foi transportar tudo de volta para o laboratório, mas o espaço estava lá vazio e coube tudo direitinho. Aqui a coluna no lugar, aguardando a montagem final.

Montei as peças do Elwood no lugar e a mola do Elwood que estava instalada na coluna no lugar da mola original aguentou o peso da cabeça muito bem.

Uma visão lateral para mostrar os últimos detalhes da montagem.

Teste • LED RGB no ampliador 8×10″

Hoje expus duas folhas de Multigrade Fibra brilhante a uma imagem aqui. Para usei só LEDs azuis (esquerda), para a outra os verdes (direita). Não testei, mas ainda existem 5 misturas possíveis entre esses dois extremos. 

 

LED RGB no ampliador 8×10″

Descobri que as fitas de LEDs RGB vm acompanhadas de controles remotos que fazem eles mudarem de cor e que mesmo quando a corrente elétrica é cortada e volta, eles possuem memória e mantem a cor selecionada anteriormente, ou seja, são perfeitos para uma cabeça colorida ou multicontraste de ampliador.


Nesse primeiro teste a luz não ficou uniforme, mas já mudei o caminho dos fios e consegui melhorar a situação. Luz verde deve dar baixo contraste com os papéis de contraste variável e luz azul faz o alto contraste.

 


Ainda aguardo encontrar um pedaço de isopor para rebater os cantos e uniformizar a luz nas beiradas do negativo.

Processos Fotográficos • percurso

Hoje é domingo e o programa foi fazer junto com o Roger Sassaki e o Lucio Libanori a minha primeira emulsão de gelatina seca para cobrir chapas de vidro. A receita seguida foi a do Mark Osterman carinhosamente batizada por ele de MO-1880, um apanhado das receitas dessa década que ele destilou num processo simples e controlado, fácil de ser seguido passo-a-passo.


Comecei na fotografia antes do Natal de 1991, ou seja, já são 24 anos de laboratório P&B, mas ainda assim hoje foi um dia emocionante. Deixa eu explicar: a emulsão em gelatina, como a maioria das emulsões combina ingredientes que não são sensíveis a luz, mas que quando reagem entre si produzem outros compostos que são. Logo se deduz a primeira coisa, fazer emulsões é algo que acontece no escuro ou com luz de segurança. A emulsão que fizemos hoje aceita ser manipulada sob a luz vermelha e graças a isso pude ver o momento em que dois líquidos cristalinos se encontram e formam uma nuvem branca no béquer. Parece besteira, mas é algo tão fundamental e que eu nunca tinha compreendido completamente, até ver acontecer. Mesmo no colódio, o mesmo processo ocorre na chapa imersa no tanque de prata, mas não é visível assim. O nascimento da fotossensibilidade.

Isso me pôs a pensar nessa idéia de percurso, da pesquisa ao longo do tempo. Logo lembrei do primeiro semestre de 2011, a Simone Wicca e eu fizemos alguns testes nessa direção, mas num plano muito mais simples, aproveitando produtos prontos que estavam disponíveis, como o Liquid Light, garrafas velhas, vidros de scanners quebrados. Na época nós líamos muitos as experiências da Denise Ross no site The Light Farm, cujo link está aqui ao lado. O approach dela é diferente do Mark Osterman, ela é menos meticulosa, mais interessada em obter uma imagem; o Mark tem uma preocupação maior com a qualidade da imagem e com a obtenção de ISO mais alto, nada insano, mas há uma diferença.

Em 2011, conseguimos imagens interessantes e demos com a cara na parede algumas vezes, perfeito. Nosso projeto não foi muito para frente, uma pena. Às vezes falta tempo, às vezes outros projetos ganham prioridade, foram alguns anos para poder chegar nessa nova etapa de pensar em emulsões fotográficas. Aonde vai dar é incerto e não é importante. Importante é continuar fuçando aqui e ali, desvendar coisas e construir um percurso de pesquisas e experimentações, retomar pesquisas antigas quando aparece uma nova chance e mais que tudo, continuar a produzir imagens.

Oficinas de Criatividade • 1sem/2012

Vale a pena olhar a programação das Oficinas de Criatividade do Sesc! São muitos cursos, todos super acessíveis!

Link para a programação completa:

http://www.sescsp.or…onjunto_id=9573

O curso que eu ministro é o seguinte:

http://www.sescsp.or…macao_id=214903

A gente ensina a ampliação com ajuste de contraste e diversar outras macaquices no Lab PB!
O Lab do Pompéia é bem equipado e ventilado! É muito bacana!

Por favor avisem a possíveis interessados!

Velatura

Esses dias tive a oportunidade experimentar um papel brasileiro bem antigo da marca Bove. O envelope me foi dado pela amiga Dani que se mudou para a Jordânia. O envelope em si já mostrava marcas de idade avançada e como era de papel pouco encorpado eu já esperava o pior, ou o melhor, como saber diferenciar os dois…

Tá ai, a etiqueta do envelope de papel e a bula com direito a fórmula de revelador e tudo. É verdade que alguém tava com a cabeça nas nuvens na hora de escrever a bula. Veio pensando em Metol, mas escreveu Motel. Rsrsrs.

Ao invés de saco plástico preto, o interior do envelope era com outro envelope de papel, esse preto, mas que já estava meio rasgadinho.

O resultado foi bem interessante. Um lado do papel 30x40cm estava completamente velado, como uma nuvem. Escolhi três negativos para produzir uma pequena série incorporando essas nuvens negras.