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Solargrafia • primeira imagem

Há 6 semanas escrevi aqui sobre a câmara que tinha colocado na varanda olhando para o Sudeste. Essa primeira imagem era um teste, levou 6 semanas e ficou assim:

Foi um Novembro atípico para a região, com muitos dias Sol. Em geral aqui é mais chuvoso nessa época, mas aqui como no resto do planeta, está tudo mudando.

O plano é fazer uma outra imagem, do solstício de inverno ao solstício de verão. Acho que vou erguer o orifício um pouco, para observar mais do céu e reforçar as fitas que prendem a câmara.

Experimento em solargrafia

Meu filho mais novo queria fazer uma câmara pinhole. Expliquei a ele o que era Solargrafia e ele se interessou.

Começamos por identificar que a lata de fermento seria apropriada para esse projeto. Tivemos que esperar que o fermento fosse usado. A latinha foi lavada, depois secou. Não tínhamos tinta preta, logo aproveitamos a capa de um caderno, que era preta, para recobrir o interior da lata a fim de evitar reflexos indesejados.

Usamos um pedaço de alumínio da tampa do achocolatado. Fizemos o furo apenas com a ponta do alfinete, usando o tal caderno de anteparo. Limpamos a borda do furo, para garantir uma imagem mais limpa.

Tínhamos uma ponta de papel Kentmere. Prendemos a lata aqui na varanda, observando o nascente. Vamos abrir em 45 dias.

A volta da série Fotografia Portuguesa • Segunda Temporada

Começando uma nova temporada de Fotografia Portuguesa por aqui, assim entramos em 2020. O entrevistado aqui é o António Campos Leal e sua curtição é a fotografia pinhole. Se liga!

Três perguntas para Michela Brígida sobre ensinar e aprender

Você foi âncora do programa online sobre fotografia, o Click na AllTV (uma grande inspiração do Foco Crítico), como foi essa experiência?

MB: Apresentar o programa Click foi um grande aprendizado pra mim, uma experiência que se integrou à minha formação em comunicação, uma vez que tivemos que dominar a rotina de produção, bem como as técnicas para apresentação e divulgação de programa semanal de TV. E tudo isso de forma voluntária. Conciliar todo esse trabalho, sendo uma jornalista e fotógrafa recém formada foi já um aprendizado e tanto!

Alem disso, aprendi muito a respeito desse universo da fotografia, tendo acesso a grandes nomes nacionais e internacionais.

Quantas transmissões você fez e quais o momento mais memorável?

MB: Acho que começamos em 2004. Fomos até 2009. Com um programa a cada domingo.
Houve muitos momentos memoráveis: quando entramos na câmera-caminhão-pinhole de Mica Costa Grande, quando entrevistamos fotógrafos que tenho como referência como German Lorca, Claudia Andujar, Thomas Farkas, Pedro Martinelli. Muitos momentos memoráveis.

Sobre o dia-a-dia nas aulas para a ETEC de Carapicuíba, o que você já aprendeu com os alunos?

MB: Tanto na Etec como na Faculdade Paulus de Tecnologia e Comunicação, eu vejo que o que eu mais aprendo com esses alunos é ser uma pessoa melhor, mais paciente, mais compreensiva, mais humana, a enxergar e valorizar as produções, os novos trabalhos. Eles me ensinam a estar sempre renovando o olhar e isso é muito importante.

Câmera Hagersville

Durante o tempo que passei no Canadá trabalhei numa empresa que fazia entre outras coisas muitas caixas de madeira para exportação de autopeças. Em uma das instalações dessa empresa, que habitava um antigo aeroporto militar abandonado em Hagersville, Ontario, havia uma fábrica de caixas que recebia de volta caixas retornáveis e reaproveitava ou reciclava esse material. Ao longo dos anos a pista de pouso de tornou uma enorme pilha de madeira sem fim e as pessoas da cidade podiam vir buscar madeira para as mais diversas finalidades.

hagersville tds plant wood pile

Em geral, depois de alguns dias sob neve e sol a madeira empenava e não servia para outra coisa que não a lareira, mas às vezes você dava sorte de pegar um carregamento de pontas recém colocado no páteo e que ainda estava fresquinho, madeira nova, nunca usada e em tamanhos pequenos e inúteis para a fábrica.

Num dia desses em 2001 eu acabei enchendo a mala do carro ainda sem saber o que seria daquilo. Em casa descarreguei tudo ao lado da serra de mesa e comecei a imaginar uma câmera caixa que pudesse ser feita com esses pedaços e com aquela serra, sem depender de outros cortes ou máquinas mais complexos. A pequena caixa foi batizada com o nome da cidade da fábrica. Fiz alguns desses exemplares e presenteei amigos. Cheguei a fazer uma folha de instruções bilíngue.

Ainda tenho essa última folha guardada num fichário antigo de idéias e projetos fotográficos.

A Fátima Roque foi uma das pessoas que ganhou uma Hagersville de presente e quando nos juntamos no projeto Mezanino do Itaú Cultural, com a Patricia Yamamoto também, a gente conseguiu que os moços de lá nos fizem outras tantas Hagersville adaptadas às madeiras compensado brasileiras. Isso virou a oficina que nós três oferecemos em Outubro de 2005. Essa é a foto que eu fiz da turma da tarde, a Hagersville abandonou o pinhole e passou a ter uma lente de lupa para gente fazer a oficina numa sala.

A história continua e eu conto mais em breve.

Oficina Megapinhole • Sesc Campinas

Esse post está atrasado, a oficina foi em Maio e só agora chegam aqui as imagens e os links.

Conseguimos juntar várias caixas de papelão e criar uma câmera com negativo de 60x140cm! Dava trabalho carregar a câmera para lá e para cá, mas valeu.

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Usamos um Kodabromide RC N3 como negativo e revelamos em calhas de PVC.

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As oficinas do Sesc Campinas aparecem aqui: https://www.facebook.com/groups/ETASescCampinas

Laborátorio de Bricolagem Fotográfica

Foram 8 encontros e muitas coisas foram construídas. Desde a câmera scanner do Ítalo que começou com uma Nikon 4004s que foi desmontada.

Depois ele desmontou um scanner e juntou tudo!

O André fez uma pinhole com uma caixa de apagador.

A Celina fez o Festa Light Pro, como no PDF que está disponível aqui em cima na página Guloseimas.

A Lorena fez uma câmera com 11 lentes e para isso ela fez um obturador de fenda na frente das objetivas.

A Fernanda fez uma câmera obscura para usar com o celular e esa curtindo as cores e as texturas das coisas desfocadas no papel vegetal.

Oficina • LABici Pinholeday

Pinholes ao ar livre, é a palavra de ordem no dia mundial do Pinhole!


Pela manhã teremos oficina para construção de mini-câmera (modelo ‘tubo de ensaio’ elaborada por miguel chikaoka). Já no período da tarde as pessoas poderão fotografar com nossas camerinhas.

LABici no Pinholeday (link para o evento no Facebook)
Você tem duas formas de participar do LABici do dia 27/04/2014.

das 11h às 13h – oficina no minhocão (estaremos próximos à rampa de acesso ao lado da estação do metrô sta. cecília).

Venderemos kits de peças para cada um montar a sua câmera pinhole. Os participantes serão divididos em dois grupos de 10 alunos cada e receberão instruções para a montagem e uso da câmera. Um grupo começa às 11h e outro às 12h. O kit também inclui dois papéis fotográficos. Papéis para fotos adicionais poderão ser comprados avulsos.

Preço do kit (câmera, aula e 2 fotos): R$ 25,00
Foto adicional (cada): R$ 3,00
Pagamento em dinheiro no dia.

Não é necessária pré-inscrição e pagamento antecipado para participar. No entanto, se preferir se pré-inscrever para garantir uma vaga em um dos grupos, nos envie nome, telefone, email e horário (11h ou 12h). A reserva tem apenas 10 minutos de tolerância de atraso. Depois deste período a vaga será disponibilizada para outra pessoa.

das 14h às 16h – captura de fotos no largo são bento.

Sessão livre de fotografia em pinhole.
Não haverá venda de kits. Emprestaremos nossas mini-cameras prontas.

Preço da primeira foto (+instruções de uso): R$ 10,00
Foto adicional (cada): 3,00
Pagamento em dinheiro no dia.

Importante: Levar dinheiro trocado.

Abraços,

Simone Wicca, Guilherme Maranhão e Roger Sassaki