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Meu Laboratório em 1998

Depois do último post localizei uma imagem de como era o lab em 1998 logo que acabei de montá-lo com madeira reciclada de embalagens de autopeças.

É, eu tinha cabelo… Logo descobri que a caixa de som fazia o ampliador vibrar, mudei ela de lugar.

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Prática Fotográfica • Meu Laboratório

Esse vídeo eu fiz em 2012. Esqueci dele. Fiz o upload no Vimeo em 2014. Esqueci dele novamente. Está um pouco datado, mas conta coisas interessantes do lab, inclusive detalhes que não existem mais.

Tenho o lab nesse local desde 1998, muita coisa mudou.

Ateliê

Essa página da Biblioteca Time Life de Fotografia é incrível, uma fotografia relativamente moderna (anos 1970) de uma recriação de um estúdio de tintypes como se fosse nos idos de 1860. Bom, talvez eu tenha achado tão incrível porque ela me apareceu justamente no meio de um enorme trabalho que eu realizei entre janeiro e fevereiro de 2018. Reproduzi digitalmente aproximadamente 5000 fotografias, muitas delas dessa época, produzidas em espaços como esse, iluminadas dessa maneira.

Logo, essa imagem explica a luz das fotografias do século XIX, o estranhamento da luz do céu nublado numa cena que parece ser do interior de uma casa. Como seria bom um ateliê com uma luz dessas, uau!

Setembro • Várias Oficinas!

Esse mês tem Dominando Seu Scanner no dia 12/09 e Caixa de Luz UV no dia 17/09 no Ateliê. A da Caixa de Luz UV é com a Beth Lee e com o Washington Sueto.

Depois tem Sobrevivendo com Filmes Vencidos no dia 30/09 no Clube!

Ateliê

O ateliê tem que estar dentro de você, disse o professor Wladimir um dia. Viajei onde nascem as gravuras dele e imaginei o que seria o ateliê que ele imaginava naquele momento. Desde esse dia vejo as mudanças que faço no meu ambiente de trabalho como reflexo das mudanças que ocorrem no meu fluxo de trabalho.

Troquei uma grande mesa por duas estantes, uma mesa menor e mais espaço no chão. O que será que isso quer dizer?

Intencionalidade e Comprometimento

É um emaranhado de coisas. Hoje uma visita ao meu ateliê me fez pensar em toda a complexidade que há nessa história de intenção e resultado, seja na feitura de uma imagem, seja nas escolhas em uma carreira de artista.

Às vezes os resultados surgem nas fontes mais inusitadas. E tem sido um caminho longo até chegar a certos lugares. Tantas coisas outras que tem que ser feitas antes das que realmente queremos fazer.

Pensei muito no filme Santiago. De um dos Salles. De como fiquei feliz quando o filme acabou e não tinha nenhum logotipo de nenhuma empresa, de nenhum orgão federal. Aquele filme é dele, do João. Bom, é verdade que eu não tenho nem pai diplomata, nem avô barão, mas com a sucata eu viabilizei algumas imagens sem o logo do MinC no verso. E o João não fez o filme assim de bate-pronto, levou um bom tempo, para juntar a energia suficiente para pô-lo em movimento. Parece que a coisa funciona assim, tudo tem seu tempo, cada foto, cada trabalho, cada ensaio, cada série, cada exposição, cada publicação, cada contato, cada amizade, cada solução, cada impressão.

E a gente tem que perceber que nós somos um, nosso trabalho é outro, cada um a sua velocidade, cada um tem seu alcance.