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Fotografia Portuguesa

Concebi um pequeno projeto de uma série de entrevistas com fotógrafos, escaneadores e curadores portugueses, para gravar em vídeo e publicar aqui, e se tudo mais permitir, de repente até transmitir ao vivo.

As recompensas são bem bacanas (bom, pelo menos se você curtir as minhas fotos… rsrsrs), olha lá! –> https://www.catarse.me/guilherme_maranhao

Para conhecer alguns trabalhos que já fiz com entrevistas, o primeiro passo seria conhecer os lives do Foco Crítico, boa parte ainda está nesse conta de Periscope: https://t.co/bznKwoB9U4

Recentemente fiz uns vídeos com o Ricardo Mendes, entrevistas com Tuguo Ogava e Luis Soares, esses estão no canal do Fotoplus que vc encontra aqui: https://t.co/i7m4iJqw1g

As fotos da exposição Vzor, que rolou no Ateliê Fidalga e que são recompensa nesse projeto estão aqui:

As fotos da exposição Travessia, que rolou na Casa da Imagem, resultado do Prêmio Marc Ferrez, estão aqui:

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Filme gráfico em formato 120 • primeiras imagens

Em agosto de 2018 eu contei como rebobinei filme gráfico PSD da marca IBF em bobinas de filme 120 para usar em câmeras de médio formato.

Bom, aproveitei o início do ano para fazer alguns testes com esse filme. O PSD é um velho conhecido, era muito usado pela turma da faculdade para fazer internegativos de imagens que seriam copiadas em processos históricos (cianotipia, marrom van dyke, por exemplo). E esse rolo era daquela época!

Eu já sabia que na luz do dia o ISO 6 seria uma boa escolha. Nos anos 90/00 nós revelávamos o PSD em Dektol diluído 1:6 ou 1:12 numa tentativa (muito ruim) de conter o contraste inerente à emulsão com materiais fáceis de encontrar.

De lá para cá eu fiquei sabendo da fórmula do Soemarko LC-1 no livro do Christopher James. Quer bisbilhotar a fórmula, ela é discutida nesse post aqui.

Graças à possibilidade de acender uma luz vermelha durante a revelação, eu pude acompanhar o aumento da densidade e quando achei que estava bom passei o filme adiante para o interruptor.

Como eu mostrei no post de agosto, o filme estava guardado em local úmido e ficou colado em si próprio em alguns pontos. Quando isso ficava claro durante o processo de rebobinar, eu marcava a bobina com um asterisco, para referência na hora da foto.

Programação 2019

E para o início do ano já temos algumas datas com programação analógica! Essas serão as últimas atividades do ateliê da Rua Tabapuã, tem dois cursos de um dia, um bazar, uma caminhada noturna e a FRoFA no horizonte.

19/01 • curso de escaneamento molhado no ateliê

de 21/01 a 25/01 • bazar vespertino no ateliê (pré-FRoFA, itens oversize)

25/01 • Rolleiflexzinho (caminhada matutina) pelo Brás/Mooca

27/01 • curso de construção de câmera digital artesanal no ateliê

24/02 (último domingo de fevereiro) • FRoFA

 

As caminhadas eu divulgo pelo Face e pelo Insta, é só ver o local de encontro e colar.

 

Os cursos no ateliê eu divulgo aqui:

http://www.cinese.me/encontros/escaneamento-molhado-com-guilherme-maranhao

http://www.cinese.me/encontros/construcao-de-camera-digital-artersanal–4

 

Bazar pré-FRoFA • Itens Pesados

Do dia 21/01 ao dia 25/01 (sim, no feriado!) estarei com o ateliê aberto das 13h às 18h com diversos itens fotográficos em exposição, coisas que eu preferia não ter que carregar até o local da próxima FRoFA.

Terei fotolivros, livros sobre técnica fotográfica, diversos artefatos de laboratório p&b e químicos fotográficos, tripés de câmera, pequenos kits de iluminação, prints soltos, emoldurados, prints 20x30cm da Saudades.co, fotos emolduradas da Saudades.com também, câmera digital infravermelha, ampliador Durst, alguns scanners e kit câmera de grande formato também.

Estarei com a 8×10” montada e farei um retrato de cada um que aparecer e quiser. Mando o jpg depois ao estilo da maratona de retratos que organizei com o Wagner recentemente. Se a 8×10” vender, continuo com a 5×7”, prometo!

Para tornar a coisa interessante:
•pagamento em cartão e parcelmento em 3x
•compras acima de R$300 ganham uma sacola com meus livros autografados e uma foto emoldurada

Foto Castilhos • Caxias do Sul, RS

Para variar o dono tinha dado uma saidinha quando eu passei por lá, não é a primeira vez que isso acontece quando quero visitar uma lojinha. Conversei com alguns locais e me informaram que essa loja da cidade é única que ainda é mantida pelos donos originais.

A loja fica de frente para a Igreja São Pelegrino, logo presumo que fotografia social foi presente nas atividades deles no passado.

Na vitrine diversos mostruários de retoque digital em fotografias antigas.

E eles ainda fazem fotos para túmulos!

Fotolivros

Papamosca

Passei um reveillon (2005) muito louco com a Raquel Moliterno e fui testemunha de uma luta complexa entre uma mosca e uma papamosca. Quando chegou a hora de ampliar essas imagens eu acabei pensando em um livro com o PhotoTypeSetting paper. O lance era não cortar o papel, ampliar tudo na sequência para depois só dobrar o papel em sanfona e o livreto assim estaria pronto.

Improper Shipment Procedure Record

Quando eu era jovem (1999) e a fotografia digital começava a aparecer nesse mundão sem porteiras, eu me meti a fotografar processos de embalagem numa fábrica e criar procedimentos para que tais processos respeitassem a ISO da vez lá.

Bom, eu era o figura com uma Mavica pendurada no pescoço, uma pilha de disquetes no bolso vagando por um galpão de logística de auto-peças. (Sobrevivi.) Volta e meia chegava algo muito zoado, peças espalhadas, chapas enferrujadas e eu fotografava pros relatórios dos figuras de lá.

Eu habitava uma casinha dentro do galpão, um pequeno isolamento que me dava um mínimo de sossego. Lá me deixaram uma impressora laser e uma máquina xerox que ampliava e reduzia. Eu logo saquei como imprimir as fotos digitais coloridas em um pb reticulado maneiro. Tá bom, eu não pagava nem o toner, nem o papel, isso foi um super apoio que a TDS deu pro meu trabalho! uhu!

Os relatórios para onde iam as fotos das peças danificadas chamavam Improper Shipment Procedure Records, o livro virou o ISPR.

Passeios matinais pelo centro de São Paulo III

Nesse passeio eu experimentei a Trioplan que adaptei numa Konica Autoreflex, fotos como abaixo foram feitas em f/8.

E fiz alguns retratos em f/2.9 para testar o bokeh famoso dela.

Mais experiências com objetivas

Essa objetiva Kawanon 180mm f/3.5 com sistema preset de diafragma chegou precisando de diversos cuidados, aparentemente ele foi desmontada para alguns reparos que não chegaram a ser executados. A primeira coisa que percebi é que ela era muito pesada na frente, uma característica frequente das objetivas com design sonnar e isso já me deixou empolgado.

Ludwig Bertele desenvolveu a primeira objetiva Sonnar para a Zeiss em 1929, uma 50mm f/2, passou os anos seguintes em busca de uma versão mais clara e tentando resolver alguns problemas. Em meados da década de 1930 ele desenhou uma 135mm f/4 baseada nesse design e esse objetiva foi copiada por diversas empresas. Essa 180mm parece ser baseada nesse design da 135mm por conta da complexidade do elemento traseiro. O que eu posso esperar dessa lente? Imagem de qualidade no infinito para paisagens, um belo desfoque ajudado pelas 12 lâminas, nada muito especial nas distâncias mais curtas.

Depois de descobrir a sequência correta de montagem da parte da frente pude acessar um parafusos que estava frouxo. Faltava uma mola circular que dá a pressão do sistema preset, roubei uma de um filtro 62mm e fui em frente na remontagem.

A segunda experiência foi usar um corpo de câmera Konica para receber objetivas difíceis de serem convertidas. O registro da baioneta Konica AR é de apenas 40.5mm, ou seja, sobra mais espaço entre corpo e lente para converter objetivas diversas.

Esse primeiro teste foi com uma objetiva Trioplan com baioneta Exakta. Simplesmente adicionei uma baioneta de um corpo Exakta à câmera Konica com o auxílio de um espaçador de 0.5mm para alcançar os 4.2mm de diferença.