Oficina • HackFotoLab no Madalena CEI

Vou oferecer o HackFotoLab no Madalena CEI às terças entre Outubro e Novembro, para quem se interessar, o aviso está aqui. É uma oportunidade de realizar seu próprio projeto de construir algo fotográfico ou se você não tiver uma coisa em mente, pode também partir para realizar um projeto de uma câmera de papelão!

HackFotoLab

 

Polaroid Palette • primeiro teste completo

Essa imagem foi feita de Novembro de 2012 em Jena na Alemanha com um iPhone 4S. 


A conversão para p&b foi feita num editor de imagens e tudo certo até ai. Essa foi umas das imagens que eu imprimi em Kodak Double-X com o Palette. Hoje completei o teste imprimindo a imagem numa folha de papel Multigrade MGD44.M 30x40cm. O papel tinha vencido em 2000 (note as bordas escurecidas), mas serviu para analisar a resolução do Palette e a deformação da imagem (pincushion).


Bom, tem umas manchas correndo à direita dos objetos escuros, como aqui, por exemplo:


A resolução é insuficiente para o meu gosto, mas o filme bem granulado ajuda bastante a impressão geral da foto. Aqui uma foto com auxílio de uma lupa:


Agora é testar um pouco de Unsharp Mask ai e ver se há melhora. 

Cezanne • Linhas

O Cezanne chegou aqui em 2012. Desde o início já tinha percebido algumas linhas paralelas ao sensor quando escaneava em alta resolução. Fiquei desanimado no início do mês quando vi que a pasta com os testes para eliminar as linhas já tinha 21Gb. Eram muitos scans com variações disso ou daquilo. Mais graxa aqui, uma limpeza ali, nada resolvia as tais linhas. Escrevi para gente nos EUA e na Europa, ninguém conseguiu ajudar. No início de Julho comecei uma faxina aqui e pensei em reciclar o Cezanne já que mais e mais isso limitava o que eu podia fazer com ele. Conversei com o Claudio que me aconselhou a investigar o bloco da guia linear, contatei a THK e encontrei a peça ainda em estoque no Brasil, inimaginável.

cezannefull

Hoje tinha acordado decidido a desmontar o scanner e separar a mesa dele para acessar o bloco e confirmar que ele estava com problema. Comecei a abrir o scanner olhei a graxa seca no eixo da correia que mexe a mesa de escaneamento. O eixo não era de fácil acesso para a graxa, mas uma gota de óleo poderia escorrer até lá. Minutos depois eu tinha colocado óleo Singer nos dois eixos, no motor do scanner, no trilho da mesa, nos roletes onde ela se apoia e já nem lembro mais onde. Resolvi fazer mais um escaneamento e adicionar a pasta dos testes. As linhas sumiram.

cezanne

 

Polaroid Palette • Mais uma vez

Estou no modo faxina e estou revendo todo o conteúdo dos meus armários em busca de espaço e tranquilidade. Tenho dois Palettes guardados desde 2007 e 2008 respectivamente esperando o momento para usá-los.

O que são eles? São máquinas que imprimem arquivos digitais de imagem em filme fotográfico 35mm através de um plugin para Photoshop. Isso roda em sistema OS9 do Mac, com Photoshop 5.0. Já falei um pouco aqui da minha experiência com eles: quando finalmente funcionou e depois sobre o software.

Coloquei os dois sobre a mesa, achei meu último Mac bege, instalei tudo de novo num HD mais novo, sistema, software, plugin, etc. Testei diversos cabos SCSI, troquei de computador numa esperança, voltei para o original, tive que trocar a placa de vídeo, uma dava pau, dai foi o HD que não rolou mais, enfim, coisas do século passado. Dai o computador não ligava mais pelo botão no teclado, mas liga pelo botão na torre, confusões. No fim ligou, funcionou e gravou duas imagens de teste (degradê criados no próprio Photoshop só para ver o que viram quando impressos) num rolo de Double-XX rebobinado.

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Tenho uma série de imagens feitas com celular desde o início dessa era do smartphone, pensei que seriam interessantes para ter em negativo. Acho que vou por esse caminho. Criei um preset P&B para acentuar o contraste localizado e fiz dodge e burn nas imagens para aproveitar as facilidades do mundo digital, agora vou tentar ampliar esses negativos e ver se o sistema é útil mesmo. Vou imprimir também algumas escalas de tons para estudar a necessidade de criar uma curva específica para a impressão desses negativos.

E enquanto os Palettes forem úteis permanecerão sobre a mesa, depois reciclagem.

Bieka no Ibirapuera

Há uns bons anos atrás eu ganhei uma Bieka bem conservada. Coloquei um filme EPT 120, cromo tungstênio ISO 160 e dei umas voltas pelo parque Ibirapuera.

A câmera 6x9cm permitia que fossem tiradas quantas fotos eu quisesse em cada quadro, até que eu avançasse o filme.

Esses negativos, que eu revelei em C-41 no meu lab, ficaram no fundo de uma caixa de papel fotográfico não identificada por engano, e eu os encontrei hoje. Surpreso, coloquei alguns no DT-s1030ai e fiz alguns scans para ver o que é possível fazer com eles.

Os negativos estão mais ou menos assim:

Screen Shot 2016-07-11 at 5.00.38 PM

O negativo na verdade tem mais véu de base que isso, eu cancelei bastante dele com a calibragem do scanner cilíndrico (esse não é o jeito correto de escanear negativos cor, mas é um atalho que às vezes rende bons frutos). Note que o filme vencido já tinha um lado com pigmentos alterados.

Depois de um pouco de edição a primeira imagem ficou assim:

parque01_web

Ainda preciso fuçar nos outros negativos desse dia e descobri o que pode alinhavar uma história entre as imagens.

O que fazer com um Powermac G5?

Digitei a frase acima em diversas línguas no Google, tentei de toda maneira encontrar algo que não fosse simplesmente aproveitar o case do computador para colocar outro computador dentro.

O site Everymac mostra o preço de lançamento como 1999 dólares em 2005. http://www.everymac.com/systems/apple/powermac_g5/specs/powermac_g5_dual_2.0.html É muito dinheiro para algo realmente inútil hoje em dia. No mercado de usados um G5 vale menos que um Mac Mini Core Duo. O G5 além disso produz mais calor e gasta mais eletricidade, faz mais barulho.

O fato é que esse foi um dos últimos computadores a serem lançados com o chip PowerPC da IBM antes da mudança para Intel. Então apesar de ser um computador super poderoso que deveria durar até hoje, ele não pode usar os softwares e o OS disponíveis agora, ficou preso ao OSX 10.5.8.

E por outro lado não pode também ser usado como um computador vintage já que nesses modelos a Apple abandonou a expansão PCI que torna os computadores capazes de serem ligados a scanners antigos, por exemplo, com placas SCSI. Ou seja, um case enorme cheio de espaço, mas um computador inviável de expandir atualmente. Logo, o que fazer com um PowerMac G5?

Oficina Megapinhole • Sesc Campinas

Esse post está atrasado, a oficina foi em Maio e só agora chegam aqui as imagens e os links.

Conseguimos juntar várias caixas de papelão e criar uma câmera com negativo de 60x140cm! Dava trabalho carregar a câmera para lá e para cá, mas valeu.

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Usamos um Kodabromide RC N3 como negativo e revelamos em calhas de PVC.

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As oficinas do Sesc Campinas aparecem aqui: https://www.facebook.com/groups/ETASescCampinas