Curitiba • escaneando negativos

Em 2013 me convidaram para o FIF em Curitiba em 2013 e lá fui eu passar uma semana por lá para série de atividades. Levei comigo a minha Fuji GW690III e os últimos 8 rolos de CHS100 que eu tinha. Optei por fazer os deslocamentos a pé, saindo mais cedo e tals, e consegui aproveitar bem o festival de fotografia para fotografar uma impressão sobre a cidade.

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Deixei essas coisas na gaveta até recentemente (na verdade isso é uma estratégia com certos trabalhos, o repouso). Editei um pouco o material e comecei a escanear no Cezanne (escaneamento molhado).

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O CHS100 é um filme clássico que a Adox voltou a fazer há uns anos atrás, o grão é quase o do Tri-X e eu adoro o jeito como o Cezanne resolve o grão e dá esse nível de profundidade na imagem. O filme em si tem uns problemas, que vão dos números impressos serem muito grandes e por vezes invadem a área da imagem e o fato do backing paper usado ser estreito e ficar folgado na bobina tornando tensa a hora de carregar o filme na câmera.

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Voltando ao assunto do escaneamento, acabei editando 61 imagens e escaneei tudo a 4000 dpi. O resultado são arquivos Tiff RGB com 16 bits e em média 750Mb de tamanho. Em 2017, ok, mas imagina isso em 1998 quando esse scanner foi construído.

Oficina • Construção de Câmera Digital Artesanal

Esse sábado ofereço a oficina de construção de Câmera Digital Artesanal no Sesc Bom Retiro. Bora lá?
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Buenos Aires • Antique Cameras

Hoje eu conheci os irmãos Romero, terceira geração de uma família que curte câmeras fotográficas. Visitei a loja deles em San Telmo, bairro de Buenos Aires. 


A loja é pequena e o conteúdo é extenso. Muita coisa, segundo eles, anterior a 1980. 



Essa Rollei grandona chama a atenção, o boneco do Chaplin também. 



Uma lambe-lambe usada ali no canto, ou como eles chamam, uma minuteira. 


Muita coisa de grande formato espalhada pela loja. Lentes e câmeras bem antigas. 


Tem até uma prateleira de rangefinders, com direito a Fujica médio formato. 


De Vere 504 + Elwood 5×7″ • Teste

Escolhi um negativo com detalhes nos quatro cantos e instalei a 150mm f/9 G-Claron. 


Estranho o começo com as duas manoplas do De Vere, mas logo passou. Levei a cabeça até a altura máxima, o negativo 5×7″ projetava imagem de 60x84cm na mesa. 

Reduzi para 30x40cm e puxei uma folha de papel velho e meio velado. 


Uma imagem de placas de circuitos impressos, 10s, f/16, estava tudo lá. 

De Vere 504 • Conversão para 5×7″ parte II

Ok, então vamos lá, essa é a peça que vai servir de apoio para a cabeça do Elwood e que ficará sobre a coluna do De Vere.

Depois do spray preto ficou assim e já a peça do Elwood no lugar agora que foi cortada. Detalhe dos parafusos dourados por dentro prendendo as duas coisas juntas. Depois pintei isso também. O mesmo vale para o bloco de madeira na traseira, foi pintado também.

Parece que deu certo, então fui adiante.

A pior parte foi transportar tudo de volta para o laboratório, mas o espaço estava lá vazio e coube tudo direitinho. Aqui a coluna no lugar, aguardando a montagem final.

Montei as peças do Elwood no lugar e a mola do Elwood que estava instalada na coluna no lugar da mola original aguentou o peso da cabeça muito bem.

Uma visão lateral para mostrar os últimos detalhes da montagem.

De Vere 504 • Conversão para 5×7″ parte I

A idéia era antiga, transpor a cabeça do Elwood para um coluna menos problemática.

Comecei a juntar alguns pedaços de madeira e alumínio. Usei uma tupia manual para vazar as placas de compensado que formarão uma extensão. As peças de alumínio servirão para prender essa extensão na coluna.

Uni as duas peças de alumínio com rebites e ameacei na posição para essa foto.

Aqui as placas já formam um bloco que está sendo colado com epóxi no alumínio para facilitar o alinhamento na hora de aparafusar e unir os dois materiais.

A peça inferior da cabeça do Elwood ainda será cortada (nas linhas azúis) para alinhar os furos.

Aqui o problema visto de outro ângulo. Também dá para ver a altura que o bloco ficou, 50mm ou 5 pedaços de compensado de 10mm.

Rolleiflexzinho do Clube do Analógico

Rolleiflexzinho do Clube do Analógico foi hoje, esse é o rolezinho que acontece de vez em quando. Não precisa ter uma Rollei para participar, pode ser qualquer câmera, filme ou digital, o nome é apenas um trocadilho, mas a galera levar as analógicas. 


Levei minha 8×10″ da Rochester Optical Co. com uma objetiva Schneider Angulon 165mm e usei Kodabromide F2 peso simples 18x24cm como negativo para essa foto do grupo. Graças ao lab do Luciano Bernardes revelamos esse negativo de papel lá mesmo! Valeu Rosangela Andrade por agitar esse passeio lindo!


Essa foto a Priscila Bellotti tirou na hora dos preparativos. 


O negativo ainda molhado. O chassi debaixo do braço. 


E uma foto que a Ro tirou para terminar. O chapéu é essencial no Minhocão. Protetor solar também!