Vende tudo!

Fiz um álbum no Facebook para as coisas que estou vendendo para sair do ateliê:

Frete por conta do comprador ou podem ser retirados no Itaim Bibi, São Paulo.

Posted by Guilherme Maranhao on Tuesday, March 14, 2017

E no OLX essa é minha página:

https://www.olx.com.br/perfil/37645442

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Filme gráfico em formato 120 • Ampliação

Logo que eu vi os contatos desse filme me encantei com essa imagem. Há uns 9 anos eu tentei fazer a mesma imagem em 8×10″, mas encontrei umas dificuldades com o filme colorido que eu usava na época. A exposição de 1 segundo garante que a espuma das ondas quebrando nas pedras vire uma massa branca, no filme de 2009 isso não ficou tão interessante.

O filme de 2019 em si trouxe algumas marcas e pequenos mofos que ficam mais visíveis na cópia de 80x100cm. O contraste exacerbado do filme ajudou o papel dos anos 80, o revelador que eu misturei também, uma variação do GAF 110 com menos sulfito, para arriscar um pouco de revelação infecciosa. Não apareceu tom de lithprint, mas ficou bem frio como Kodabromide deve ser, apesar de ter apenas hidroquinona no revelador.

Para projetar a imagem enorme, deitei a cabeça do ampliador numa prateleira e prendi o papel na parece oposta com clipes fortes!

Revelei na calha e o tempo longo da hidroquinona sozinha foi bem proveitoso para evitar excesso de manchas.

Nessa segunda imagem expus o papel ainda mais, cortei o tempo da revelação um pouco também, as bordas das áreas escuras parecem mais o efeito do lithprint, ou seja, houve mais revelação infecciosa.

Ainda falta o refile das bordinhas, acertar as cópias no esquadro, mas para um papel vencido há 30 anos, ter detalhes em branco já é uma vitória enorme.

Escolhendo um scanner para negativos de médio formato

Recebi essa pergunta do Guilherme Moraes e é uma pergunta cabeluda. Ele me pergunta se vale à pena comprar uma Pentax 6×7 e escanear os negativos para conseguir um arquivo de pelo menos 30Mp.

Primeira coisa que posso fazer é listar os scanner que eu lembro que aceitam esse formato de negativo: Epson V600, Epson V700 e similares, Plustek OpticFilm 120, Nikon Coolscan 8000 e 9000, Kodak HR-500, Noritsu S1800/S4 e alguns scanners grandes que podem escanear 120 também como Cézanne e o PFU DL2400p que eu possuo. Para facilitar a avaliação deles vou dividir em dois grupos principais levando em consideração a maneira como os scanners olham para o negativo a ser escaneado.

Scanners com foco fixo

Trinta megapixels basicamente é 5000 x 6000 pixels, ou seja, no mínimo precisamos de 2400 dpi de resolução real para conseguir 5000 pixels no lado curto do fotograma. Os Epson com 1200 e 1800 de resolução real ou ficam de fora ou se aceita viver sem a textura real dos filmes e com um textura criada pelo unsharp mask/interpolação que ocorre no software da Epson.

Isso somado ao desafio de manter os negativos planos e em foco num Epson compõe a lista de suas fraquezas, seus pontos fortes são a praticidade, a limpeza automática ICE, o software, versatilidade e a porta USB. O software apesar de parecer simples, é capaz de inúmeras soluções, as maiores limitações estão mesmo nas cores que o sistema como um todo é capaz de gerar (limitação de range dinâmico dos canais) e no método usado para interpretar o negativo, a equalização de canais. O preço/disponibilidade dos Epson até pode ser interessante (um V600 por 190 dólares no balcão da B&H não é ruim, às vezes tem até promoção). Esses são os únicos scanners dessa lista que podem ser comprados novos. Um porta negativo da Lomography chamado Digitaliza pode ser uma boa adição a um Epson para filmes 120 e também para 35mm.

A ausência de autofocus também é um problema aparente do Plustek 120. Muitos relatos na web de imagens fora de foco além de relatos de negativos abaulados e distorcidos com esse scanner, reclamações sobre o software são menos comuns. Os pontos fortes seriam resolução e limpeza, mas acaba sendo pouco para um scanner tão caro (entre 1500 e 2000 dólares). O Plustek parou de ser fabricado, sua última versão tinha porta negativos com design melhorado. O Braun 120 talvez seja um scanner similar a esse, mas tem reviews péssimos no site da B&H, por exemplo. O Pacific Image PF120 também é similar, tem reviews bons e ruins. O Silverfast também se baseia na equalização de canais.

Scanners com autofocus

Os Coolscan da Nikon são ambos muito parecidos e com acessórios intercambiáveis, porém depois que a Nikon parou de fabricá-los seus preços subiram demais (talvez uns 2500 dólares) e os acessórios ficaram cada vez mais difíceis de serem encontrados. Com inúmeros pontos fortes, são uma ótima opção. Os porta negativos sem vidro são bem feitos, mas ainda assim não garantem filmes 120 perfeitamente planos. O porta negativo com vidro para 120 é chato de usar e o vidro antinewton não é antinewton o suficiente. O software da Nikon só funciona até OSX 10.6.8, o que é limitador, mas é um software excelente. Opções como Vuescan e Silverfast mais modernas rodam em sistemas atuais, mas são mais complexos de usar e permitem menos controle de usuários mais experientes.

Os scanners da Kodak e da Noritsu trazem consigo algoritmos de cor muito bacanas que interpretam os negativos coloridos simulando a resposta dos papéis coloridos. Isso só é encontrado nesses scanners e facilita muito o trabalho de correção das cores em negativo coloridos. Esses scanners dependem de máquinas antigas, em geral rodando Windows XP, são encontrados a preços altíssimos (a partir de 4000 dólares ultimamente). Podem trabalhar o dia inteiro sem problemas, foram feitos para operam sem parar em laboratórios comerciais. A curva de aprendizado é íngrime, mas um operador treinado gasta pouco tempo escaneando um rolo de 120 e tem acesso a arquivos com resolução razoável, muita qualidade de imagem e sem sujeira.

O Cezanne e o PFU que eu menciono são scanners produzidos para gráficas nos anos 1990, são para o formato A3, mas cada um do seu jeito possui maneiras de aproximar a imagem de negativos pequenos e ambos produzem imagens boas de negativos médio formato (com 4000 e 2400dpi respectivamente). Esses sensores eram produzidos em pequena escala nessa época e tem um range dinâmico muito bom quando comparados aos sensores de scanners Epson, por exemplo, logo as imagens de negativos coloridos depende apenas da habilidade do operador de ajeitar os parâmetros de captura. Esses scanners mais antigos exigem computador com sistemas datados para operá-los e não tem limpeza automática tipo ICE, mas são capazes de oferecer a textura do grão do filme, o foco preciso no escaneamento, enfim, a qualidade igual ou melhor que um Nikon 8000/9000, mas sem custar tão caro (algo entre 250 e 1000 dólares dependendo do modelo). Essas sempre foram minhas opções.

Há sempre a opção de fotografar os negativos com um dispositivo estilo DIY, isso fica para um outro dia.

Epson 4900 • investigação

Depois que o erro 1A39 foi, ele voltou e ficou. Decidi salvar umas peças da impressora para uma outra que ainda funciona, por enquanto.

O Claudio Machado veio bisbilhotar essa impressora. Ambos curiosos, desmontamos tudo, só não rompemos os canais de tinta, impressora babando ninguém merece…

Guardei tanques de manutenção, cortador, unidade de rolo de papel, painel frontal.

Queria aproveitar e deixar um abraço aqui para o cara que inventou os cartuchos de impressora com chips que são auto-ressetáveis, cara isso é lindo e mágico!

Carbono • é… entope também…

Acabei ficando um mês e meio sem usar a impressora e duas cores que estavam entupindo com facilidade, acabaram entupindo para valer. Diversas noites com limpa-vidros aplicado no parking pad não resolveram nada, várias limpezas também não.

A impressora tinha 3 cores que já não iam bem antes, com isso fiquei com apenas 5 cores funcionando e um inkset de 6 tons de preto. Mudei o 100% para o canal Magenta que ainda estava bom, mantive 30%, 9%, 6% e 2%. Perdi o canal de 18%. Refiz os cálculos dos crossovers e criei um novo descriptor file.

O QuadToneRip entende a impressora e a localização das tintas a partir de um arquivo chamado QuadTone descriptor file, que é apenas um arquivo TXT mais ou menos assim:

# QuadToneRIP curve descriptor file
# for 4900 with T474 Epson Archival Ink diluted inkset

PRINTER=Quad4900
CALIBRATION=NO
GRAPH_CURVE=NO

N_OF_INKS=10
DEFAULT_INK_LIMIT=65

LIMIT_K=0
LIMIT_C=0
LIMIT_M=0
LIMIT_Y=
LIMIT_LC=
LIMIT_LM=
LIMIT_LK=0
LIMIT_LLK=
LIMIT_OR=
LIMIT_GR=

#
# Describe usage of each ink
# All inks must be listed
#

# Gray Partitioning Information

N_OF_GRAY_PARTS=6
GRAY_INK_1=OR
GRAY_VAL_1=100

GRAY_INK_2=LM
GRAY_VAL_2=40

GRAY_INK_3=LC
GRAY_VAL_3=30

GRAY_INK_4=Y
GRAY_VAL_4=20

GRAY_INK_5=LLK
GRAY_VAL_5=10.5

GRAY_INK_6=GR
GRAY_VAL_6=5

GRAY_INK_7=
GRAY_VAL_7=

GRAY_HIGHLIGHT=6
GRAY_SHADOW=6

GRAY_GAMMA=1
GRAY_CURVE=

# Toner Partition Information

N_OF_TONER_PARTS=0
TONER_INK_1=
TONER_VAL_1=
TONER_INK_2=
TONER_VAL_2=

TONER_HIGHLIGHT=
TONER_SHADOW=

TONER_GAMMA=
TONER_CURVE=

# Unused Inks

N_OF_UNUSED=6
UNUSED_INK_1=C
UNUSED_INK_2=M
UNUSED_INK_3=OR
UNUSED_INK_4=Y
UNUSED_INK_5=LM
UNUSED_INK_6=LC

UC_NEUTRALIZER=NO

A parte do gray partitioning information é o X da questão. E foi ali que eu mudei o número de canais e onde eles estavam posicionados. Refiz o ink charge do lado direito e bati uma calibração para ver se tinha as 5 tintas funcionando 100%. A matemática não falhou e fica muito difícil achar uma diferença entre as cópias com 6 tons e das de 5 tons.

Update #1 21/02/19: perdi mais um canal, o Y, agora tenho 4 tons de carbono e continuo indo.

Update #2 21/02/19: erro fatal 1A39, a cabeça morreu. Isso explica o dropout de amarelo.

Update #3 28/02/19: uma das possibilidades de um erro 1A39 é um curto no flexível que vela os comandos à cabeça de impressão. Uma checagem possível é remover a cobertura da cabeça (seis parafusos philips) e recolocar o flexível grande à esquerda da cabeça. Fiz isso e a impressora foi capaz de realizar um teste de cabeça sem soluços. Essa semana parada gerou uns entupimentos. Coloquei líquido no parking pad e vou deixar umas horas antes de tentar limpar.

Lembrança • Como fazer Parodinal

Em 19 de Outubro de 2015, durante o programa Foco Crítico #7. Foco Crítico era transmitido ao vivo pelo Periscope, então tem umas perguntas sendo respondidas e conversas paralelas, não é exatamente um tutorial de Youtube. A receita utilizada é bem próxima da que você encontra no site do Digital Truth.