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Processos Fotográficos • perdas e ganhos

Recentemente durante uma entrevista do Foco Crítico (programa que apresento com Fausto Chermont) surgiu o assunto das perdas dos processos fotográficos. Falávamos com Ralph Gibson e ele contava da impressão de seu primeiro livro: http://www.ralphgibson.com/1970-somnambulist.html

A história que ele contou era de quanto ele teve que aprender e investigar sobre os processos de litografia naquela época e procurar pessoas que o atendessem para que ao invés de perder no processo de impressão e acabasse ganhando algo novo e inesperado. Nasceu ali um longo relacionamento dele com os livros.

No início do ano de 2015 queria preparar duas imagens da série Ser Cor e Ser Rio para uma feira. Mandei os dois arquivos para o Lucio Libanori, da Gicleria, imprimir e montar. O Lucio alertou para possíveis problemas de gamut. O arquivo dessa série é produzido em um software antigo, sem CMS, mas que é o que permite criar esse tipo de imagem, assim toda espalhada pelo ambiente do RGB.

Fomos adiante e fizemos as cópias, o trabalho realmente perdeu alguma coisa, algo que provavelmente é imperceptível. No entanto, nenhum método de impressão atual poderia resolver o problema.

O Lucio fez um vídeo de tela enquanto ele comparava os gamuts da imagem e da impressora dele, antecipando as perdas em todas as direções.

Confesso que me bateu um orgulho de ter conseguido criar um arquivo tão complicado e uma tristeza ao encontrar as limitações do processo.

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Oficina • Armadilha para o Acaso

Agora foi a vez de levar essa oficina para o Sesc Campinas. Na primeira aula falamos de Jacques Henri Lartigue, de provas de contato e depois olhamos o trabalho Jump do Philippe Hallsman.

A aula acabou assim:

LABici • um pouco de história

Já fiz aqui uns três posts sobre ações do LABici, mas de certa maneira faltou um pouco de história para ajudar a entender o que é isso.

Essa semana a Paty Vilela nos presenteou com um lindo vídeo que conta um pouco o que aconteceu no último Pinholeday no Minhocão com a nossa atividade/aula por lá.

O vídeo está aqui:

LABici é algo que Simone Wicca, Roger Sassaki e eu criamos para o Pinholeday de 2014.

O Roger tinha comprado a bicicleta para fotografar colódio por ai e a Wicca botou o olho e vislumbrou pinholes por ai. A coisa cresceu, evento de Facebook, saiu do controle, mas no dia mesmo deu tudo certo e todos os nossos kits se esgotaram alegremente.

O que são os kits? Bom, o evento do Pinholeday é como uma aula, a pessoa chega e ganha o kit. No kit tem uma câmera pinhole que ela vai montar na aula e sair usando, ao ar livre. A parte da montagem é o início da aula, tem cola, tesoura, agulha e martelo envolvidos no processo, no vídeo dá para ver. Depois carregamos as câmeras e fazemos algumas imagens. A gente revela no lab que fica sobre a bike e depois as imagens ficam no vento no nosso varal improvisado. Simples assim.

 

Documentários

Aos poucos eu tenho criado um playlist no Youtube com vídeos de entrevistas e documentários de artistas que me interessam: http://www.youtube.com/user/refotografia

O documentário sobre o Man Ray, em vários pedaços, é especialmente interessante.

Luz de LED para vídeo

Recentemente fui ao centro da cidade em busca de duas pequenas luzes para vídeo. A idéia era iluminar uma gravação que eu teria que fazer. Rodei a região da Rua Conselheiro Crispiniano, mas só achei produtos na faixa dos R$600, o que é bem caro para alguns LEDs e uma bateria recarregável. Caminhei até a região da Rua Santa Efigênia e lá para meu espanto a coisa passou para a faixa dos R$650. Não importava se o material era importado ou nacional. Na Sanjardini, que faz seus próprios iluminadores, fiquei chocado com a simplicidade dos produtos e de como pilhas recarregáveis comuns são transformadas em baterias caras que você “tem” que comprar deles. Sem contar que o iluminador mais fraco da Sanjardini era muito forte para mim, em geral o pessoa quer muita luz! Eu prefiro pouca, mas boa.

Saí de lá meio chocado. Dei de cara com o vizinho deles, Eletronik LV, Rua dos Timbiras, 239 loja 09. Lá fui bater papo com o o Luiz Claudio, perguntei sobre os materiais necessários para construir os iluminadores de LEDs. O primeiro fato é que os LEDs precisam de uma voltagem mais ou menos certa para funcionarem corretamente. Existem diversas religiões nesse assunto, mas a maioria acha que entre 3 e 4 volts estão OK. Tem quem acha que é menos, mas ninguém acha que é mais. Ou seja, juntar 3 pilhas recarregáveis de NiMH, de 1,2V cada, dá 3,6V com elas em série e isso é perfeito para acender os LEDs com bastante potência.

Juntando um pequeno Kit com LEDs de alto brilho brancos, um switch, uma placa para montar o circuito e alguns cabinhos para jumpear e porta pilhas para 3 pilhas, cada iluminador iria custar a bagatela de R$30. Mais tarde eu ia descobrir que isso é metade do aluguel de um iluminador desses por um dia. Uau!

O que eu fiz?

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Comecei com os LEDs e a placa. Encontrei uma disposição deles na placa para conseguir um pequeno quadradro de luzes, para facilitar a colocação de um difusor depois.

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Soldei os LEDs no lugar, respeitando o posicionamento correto dos pólos positivos numa mesma fileira para depois poder ligá-los corretamente. Sim, LEDs têm perna positiva e perna negativa, não é difícil saber qual é qual, a positiva está ligada ao terminal menor da cabeça do LED.

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Com um estilete e com paciência cortei um buraco retangular para o switch.

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Pronto, eis os dois iluminadores estruturados.

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Aqui dois itens que eu não comprei: dois pés de flashes eletrônicos, para fixar os iluminadores na câmara.

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Próximo passo foi usar o arame de cobre de um fio de rede azul para ligar os pólos positivos e negativos do LEDs, sem misturá-los.

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Depois fiz uma ligação com fios inicial para ver se tudo funcionava como deveria antes de colar tudo no lugar.

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Bingo!

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Muita cola quente para segurar os porta pilhas exatamente atrás dos LEDs e depois liguei os fios como tinha que ser.

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Comecei a planejar o suporte e o difusor, tudo em uma solução única. Veja o detalhe da marca de caneta verde na placa de cobre onde será feito o furo para o suporte do difusor. O difusor, ainda protegido pelo papel é um acrílico jateado. Um parafuso com três porcas para cada iluminador.

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Furos.

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Parafusos.

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Prontos. Depois fiz uma besteira de poliéster transparente para segurar uma gelatina ambar na frente, para esquentar a luz um pouco. Uma espécie de dobradura que cobre todo o iluminador, assim não precisei dar um acabamento super super nele. Já usei umas três vezes e as três recarregáveis de 2500mAH cada duram bastante tempo, uma noite inteira, até porque só uso a luz de vez em quando, um minuto aqui, outros ali.